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Parlamento britânico diz que Boris Johnson mentiu no caso "Partygate"

JM-Madeira

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Data de publicação
15 Junho 2023
10:59

Uma comissão de inquérito do parlamento britânico concluiu hoje que o ex-primeiro-ministro Boris Johnson mentiu deliberadamente aos deputados sobre o caso das festas em Downing Street durante os confinamentos da pandemia.

O antigo líder conservador, 59 anos, foi notificado na semana passada das conclusões condenatórias da investigação de 14 meses sobre as festas na residência oficial de Downing Street, Londres, durante os confinamentos impostos durante a pandemia de Covid-19 em 2020 e 2021.

Hoje, numa reação às conclusões da comissão, o antigo primeiro-ministro britânico Boris Johnson disse estar a ser alvo de "assassinato político".

"A comissão não encontrou uma única prova", argumentou hoje Boris Johnson numa longa declaração, reafirmando que acreditava não ter feito "nada de errado" e apontando o que considera serem mentiras e "conclusões doentias" da comissão.

Na passada sexta-feira, após ter tido conhecimento das conclusões, Boris Johnson demitiu-se do cargo de deputado.

Uma vez que Boris Johnson já não é membro da Câmara dos Comuns, os "riscos políticos" imediatos são reduzidos.

No relatório afirma-se que a comissão teria recomendado uma suspensão de 90 dias se Boris Johnson não se tivesse demitido, uma decisão que, segundo a agência France Presse, teria provavelmente desencadeado uma nova crise política no Reino Unido.

O documento, que ainda tem de ser votado pelos deputados, pede ainda que seja retirado a Boris Johnson o acesso às instalações do Parlamento, uma condição que é concedida aos antigos chefes de governo.

Um ano depois de se ter demitido de Downing Street, onde se manteve como chefe do Executivo durante três anos, Boris Johnson vê impedido o regresso a cargos de poder apesar de se aguardar a possível candidatura às eleições gerais do próximo ano.

Segundo a análise da France Presse, o caso reacendeu guerras internas no Partido Conservador, no poder há 13 anos, sendo que Boris Johnson ainda mantém aliados influentes e poder entre as bases partidárias por ter obtido uma vitória histórica nas eleições gerais de 2019.

Apenas dois deputados conservadores seguiram o exemplo de Johnson e demitiram-se dos cargos no Parlamento na semana passada.

Na altura, o Partido Conservador temeu uma onda de saídas e demissões que podiam enfraquecer o Governo de Rishi Sunak.

Lusa

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