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Países do grupo Quad alertam contra uso da força na Ásia-Pacífico

JM-Madeira

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Data de publicação
24 Maio 2022
18:35

Os líderes dos Estados Unidos, Japão, Austrália e Índia alertaram hoje, em Tóquio, contra qualquer mudança na ordem vigente pela força, preocupados com a crescente atividade militar e influência da China na Ásia-Pacífico.

No final da sua cimeira na capital japonesa, os países agrupados na aliança informal designada de Diálogo Quadrilateral sobre Segurança (Quad) deixaram entender, sem o referir especificamennte, um paralelo entre as ambições territoriais de Pequim e a invasão russa da Ucrânia, que "mina os princípios fundamentais da ordem internacional".

Nenhuma "mudança do ‘status quo’ à força será jamais em qualquer lugar" especialmente na Ásia-Pacífico, alertou o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, numa conferência de imprensa.

Bombardeiros chineses e russos fizeram voos perto do Japão hoje, e um avião de reconhecimento russo sobrevoou a área a norte da ilha de Hokkaido, disse o ministro da Defesa japonês, Nobuo Kishi, após a cimeira, o que foi considerado como uma provocação de Pequim e Moscovo contra o Quad.

"Enquanto a comunidade internacional está a responder à agressão da Rússia contra a Ucrânia, o facto de a China ter realizado tal ação em colaboração com a Rússia (...) é preocupante. Isto não pode ser subestimado", declarou Kishi.

Pequim confirmou os voos, dizendo que fazem parte do "plano anual de cooperação militar" entre a China e a Rússia.

O Presidente norte-americano, Joe Biden, disse na segunda-feira que os EUA estariam prontos para usar os seus meios militares em caso de invasão chinesa de Taiwan, numa posição que Washington mantém há muito, que consiste em reconhecer diplomaticamente apenas a China continental, mas disposta a dar a Taiwan os meios para se defender em caso de invasão.

Na sua declaração de hoje, Biden e Kishida, juntamente com o novo primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, e o indiano Narendra Modi, referiram especificamente a "militarização" das áreas disputadas.

Também apresentaram um programa de vigilância marítima para "promover a estabilidade e a prosperidade nos mares e oceanos", mas evitaram, no entanto, qualquer menção explícita à China ou à Rússia.

LUSA

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