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Médio Oriente: Hamas anuncia morte de refém mostrado vivo horas antes

Data de publicação
11 Maio 2024
22:34

O braço armado do Hamas anunciou hoje, na rede Telegram, a morte de um refém israelita, detido em Gaza no ataque do grupo islâmico em 07 de outubro, e de quem tinha transmitido imagens vivo horas antes.

A agência noticiosa francesa (AFP) refere no texto em que cita a informação vinculada na Telegram, que, quando contactado, o exército israelita não quis comentar imediatamente a notícia.

No vídeo, o refém foi identificado pelo Fórum de Famílias de Reféns, uma associação que representa algumas das famílias das pessoas raptadas pelo Hamas em 07 de outubro durante um concerto em Israel, como Nadav Popplewell, um cidadão israelo-britânico de 51 anos, do Kibutz Nirim.

As Brigadas Ezzedine al-Qassam referiram, num vídeo, que o refém morreu hoje e atribuíram a morte aos “ferimentos sofridos depois de caças sionistas [israelitas] terem atacado o local onde estava detido há mais de um mês”.

Pouco antes, o grupo armado tinha transmitido um primeiro vídeo, com cerca de dez segundos, e sem data de gravação especificada, em que mostravam o refém, com o olho inchado e um olhar abatido, articulando o nome e a idade.

O refém estava diante de uma parede de azulejos brancos, num local que parecia escuro.

A mensagem do braço armado do Hamas, que Israel considera uma organização terrorista juntamente com os Estados Unidos e a União Europeia, é acompanhada por “hashtags” escritas em árabe e hebraico, com os dizeres: “O tempo está a esgotar-se” e “o teu Governo está a mentir”.

O vídeo surgiu no 218.º dia de guerra e numa fase em que as negociações indiretas entre Israel e o Hamas para alcançar uma trégua em Gaza associada à libertação de reféns parecem estar num impasse.

As delegações dos países mediadores (Egito, Catar e Estados Unidos) deixaram o Cairo na quinta-feira sem um acordo após demoradas negociações.

A guerra eclodiu em 07 de outubro, quando comandos do Hamas infiltrados a partir de Gaza realizaram um ataque sem precedentes contra Israel, matando mais de 1.170 pessoas, a maioria civis, segundo um relatório da AFP baseado em dados oficiais israelitas.

Mais de 250 pessoas foram sequestradas e 128 permanecem cativas em Gaza, das quais 36 terão morrido, segundo o exército.

Em resposta, Israel prometeu “aniquilar o Hamas”, no poder em Gaza desde 2007, e libertar os reféns, e lançou uma ofensiva que até agora provocou 34.971 mortos, segundo o Ministério da Saúde daquele movimento islâmico.

Outros vídeos de reféns já foram transmitidos por grupos armados palestinianos desde o início da guerra e foram denunciados por Israel como manipulação psicológica para pressionar o Governo israelita.

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