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PJ investiga caso do turista polaco desaparecido

JM-Madeira

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Data de publicação
25 Julho 2021
5:00

O alemão Jascha Paul Hardenberg encontra-se desaparecido desde o dia 29 de dezembro, fazendo parte da lista pessoas desaparecidas, no site da Polícia Judiciária.

Ao JM, o coordenador da PJ na Madeira, revelou esta semana que o inquérito policial está concluído e relatório foi entregue ao Ministério Público. Segundo Ricardo Tecedeiro, as diligências efetuadas não apontam para suspeitas de crime, estando tudo em aberto quanto ao que terá acontecido ao jovem turista.

O alemão, de 29 anos (feitos no passado dia 14), deixou de estar contactável depois de ter ido fazer um percurso a pé, sozinho, na Levada das 25 Fontes, no Rabaçal, na Calheta.

De acordo com a informação disponível no site da PJ, o turista enviou uma mensagem a um amigo, às duas da tarde, dando conta de que estaria perdido. A partir daí não deu mais sinais de vida, nem tão pouco foram encontrados vestígios como roupas, acessórios ou até a pequena mochila cinzenta que transportava.

Foram efetuadas buscas e a família do alemão chegou a lançar um alerta nas redes sociais, mas todos os esforços foram infrutíferos.

Entretanto, prosseguem as buscas pelo turista polaco, desaparecido desde o passado dia 7 de julho, promovidas pelo irmão, que veio para a Madeira com esse propósito, depois de concluídas as buscas oficiais.

O caso estava com a PSP, mas, de acordo com o comando regional, contactado pelo JM, a PJ está agora a investigar as circunstâncias que terão levado ao desaparecimento, a fim de apurar se haverá matéria criminal, à semelhança do que aconteceu com o turista alemão.

“Informamos que as mesmas [averiguações] já não são do âmbito de apreciação ou da competência da PSP, uma vez que em conformidade com o regime legal em vigor, esse processo transitou para a esfera da competência da PJ”, resposta enviada ao JM.

Confrontado com esta informação, o coordenador da PJ disse ao JM que só falaria mediante autorização da diretoria nacional. Aguardamos resposta.

Michael Kozek, engenheiro de profissão, saiu do hotel onde estava hospedado, com a família, na Calheta, para um trail noturno, a partir do Porto Moniz, mas nunca mais foi visto, para desespero da família. A mulher e os dois filhos pequenos, voltaram à Suíça onde vivem, permanecendo na ilha o irmão, Christopher Kozek, conforme o JM tem noticiado.

Recorde-se ainda que há um outro turista desaparecido. Neste caso, um alemão, de 24 anos, que caiu ao mar em São Jorge, no dia 22 de outubro do ano passado.

Mulher de Kozek tem esperança de que o marido seja encontrado

A mulher do atleta de trail, de 35 anos, desaparecido, disse ontem ao JM que tem esperança de que o marido seja encontrado. Já na Suíça, com os dois filhos do casal, um menino de 10 meses e uma menina com cerca de cinco anos,

Krysia Kozec disse ao Jornal, em conversa telefónica, que o marido costumava fazer percursos de uma hora (mais ou menos), mas que naquele dia, depois de fazer algumas pesquisas, optou por fazer um mais longo, que levaria pelo menos seis horas.  Esperou para que os filhos estivessem a dormir, e partiu.

Segundo a companheira, Michael, que descreve como um homem forte, aproveitava as manhãs e as tardes para estar com a família e corria ao final do dia. Krysia diz que não estavam na Madeira por causa do MIUT, mas sim para passarem férias. Era a terceira vez que o faziam e adoravam a ilha. Segundo ela, o marido já tinha experiência em corridas noturnas, pois era seu hábito fazê-las na Suíça, onde vivem.

Relativamente ao percurso que resolveu fazer no dia 7, acredita que se ele tivesse noção de que poderia correr perigo, não teria ido, por causa da família. Krysia contou ao JM que lançou o alerta para o desaparecimento dele às duas da manhã, depois de terem passado as seis horas previstas. Contactou a receção do hotel e o taxista (que o levou ao Porto Moniz) e logo resolveram dar conta do sucedido à polícia.

Neste momento, revela que está a receber apoio psicológico e tem na mãe um amparo. Emocionada, disse-nos que, apesar do estado de espírito em que se encontra, tem tentado trabalhar e conta com a solidariedade da empresa. Afirma que nunca mais quer voltar à Madeira. Mantém contacto todos os dias com o cunhado, a fim de saber como é que estão a decorrer as buscas. Procura respostas para ela e, especialmente, para a filha que pergunta pelo pai.

FOTOS DR

Por Iolanda Chaves

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