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Ireneu Barreto defende mais condições com Forças Armadas qualificadas e motivadas

Data de publicação
21 Maio 2024
12:12

O representante da República para a Madeira defendeu hoje, na cerimónia de aniversário da Zona Militar da Madeira, duplamente descentralizada [fora do Funchal e dos quartéis] a criação de condições para que a vida militar “seja atrativa para os nossos jovens”.

Ireneu Barreto, que teve a responsabilidade de encerrar os discursos da iniciativa que decorreu no concelho nortenho de Santana, considerou, a propósito, que oficiais, sargentos, praças e trabalhadores civis merecem carreiras com perspetivas e condições para o desempenho das suas missões. “Aos recursos humanos, há que somar os materiais e equipamentos, para que, desta equação, resultem umas Forças Armadas qualificadas, capacitadas e motivadas”, acrescentou o juiz conselheiro.

Aliás, no entender do representante da República para a Madeira, esta é a pedra de toque na discussão sobre o futuro dos “nossos militares: a complexidade da sua missão não se compadece com soluções ‘ad-hoc’, de curto prazo ou eivadas de voluntarismo”. Em resumo, Ireneu Barreto entende que a comunidade a que os militares pertencem exige – mas deve-o igualmente proporcionar- a existência de Forças Armadas profissionalizadas.

Na sua alocução, o representante da República não deixou de deixar uma palavra particular de agradecimento para o Regimento de Guarnição Nº 3 que, “como é sabido, por estes dias, alberga os nossos compatriotas açorianos que se encontram na Madeira a receber tratamentos após o incêndio do hospital de Ponta Delgada”.

Como em tantas outras situações, “muitas delas associadas a grandes danos humanos e materiais, o exemplo que Ireneu Barreto referiu “demonstra bem quão frutuosa pode ser a cooperação entre militares e civis”. Tal interação, prosseguiu, permite a estes últimos compreender a necessidade de ter Forças Armadas operacionais. Sobre os tempos conturbados que vivemos mundialmente, Ireneu Barreto sublinhou que “face às ameaças que impendem sobre os espaços internacionais em que nos inserimos – não só externas, mas também os desafios internos com que se deparam –, o contributo de Portugal para a segurança global e para a Paz passa, necessariamente, pelo cumprimento dos compromissos internacionais por si assumidos”.

“E estes tempos de metamorfose impõem, simultaneamente, capacidade de adaptação e alicerces bem fundados. Poderia parecer que estamos perante qualidades impossíveis de compatibilizar numa mesma entidade, mas julgo que as Forças Armadas nos provam o contrário”, refletiu.

No final do seu discurso, o representante da República, para a Região, apelou ao voto no próximo domingo, dia em que os madeirenses vão às urnas para eleger o próximo presidente do Governo Regional e restante elenco governativo. Será o XV Governo Regional.

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