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IL diz que problema do SNS é modelo defendido pela AD “muito aquém” das necessidades

Data de publicação
22 Maio 2024
13:00

O presidente da Iniciativa Liberal (IL) defendeu hoje que o problema do Serviço Nacional de Saúde (SNS) é o modelo defendido pelo Governo da Aliança Democrática (AD, coligação PSD/CDS/PPM), considerando que fica “muito aquém” das necessidades dos portugueses.

“Creio que não é tanto uma questão de pessoas, é uma questão de modelo, e o modelo que vejo a AD querer implementar é um modelo que fica muito aquém das necessidades dos portugueses, porque continua a insistir no facto de só se recorrer à capacidade do setor privado e do setor social quando falha o SNS”, afirmou Rui Rocha, à margem de uma ação de campanha no Funchal, na ilha da Madeira, no âmbito das eleições regionais de domingo.

Ao lado do cabeça de lista da IL às eleições da Madeira, Nuno Morna, e do n.º 1 da lista às europeias de 09 de junho e ex-presidente do partido, João Cotrim Figueiredo, o atual líder nacional dos liberais fez campanha pelo Mercado dos Labradores e pelas ruas do centro do Funchal.

Questionado sobre a escolha do médico António Gandra d’Almeida para substituir Fernando Araújo como diretor executivo do SNS, Rui Rocha referiu que não se deve “pessoalizar” a discussão, ressalvando que não tem informação suficiente sobre o percurso, as características e as qualidades do novo diretor executivo.

“Mas aquilo que também vimos nos últimos meses é que não é tanto uma questão do perfil pessoal. Fernando Araújo era uma pessoa tida como competente, que vinha com um rótulo de enorme competência na gestão que fez e, todavia, o Serviço Nacional de Saúde não teve nenhuma alteração, para melhor, significativa, com a sua gestão”, apontou o presidente da IL.

Criticando o modelo preconizado pelo Governo da AD, liderado por Luís Montenegro (PSD), Rui Rocha sublinhou que “não é aceitável continuar a lançar os portugueses para um sistema em que o SNS falha sistematicamente, sem lhes permitir liberdade de escolha da capacidade instalada que existe no país”.

Relativamente à denúncia da deputada do PS Isabel Moreira quanto a insultos misóginos e racistas por parte de deputados do Chega, o líder dos liberais remeteu uma posição para a conferência de líderes na Assembleia da República, adiantando que são imputações “graves” e recusando um parlamento “onde o insulto está presente”.

“Vamos reagir e discutir o tema no local que me parece o local adequado, que é a conferência de líderes. Penso que qualquer manifestação fora desse contexto, neste momento prejudica a discussão”, indicou.

Quanto o acordo estabelecido pelo Ministério da Educação para a recuperação do tempo de serviço dos professores, celebrado pela Federação Nacional da Educação (FNE) e recusado pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Rui Rocha realçou o esforço do país em resolver um problema que se arrasta “quase há uma década” e defendeu a necessidade de avançar na resolução dos problemas da escola pública.

“Quando se faz uma determinada atribuição, por muito justa que seja, isso implica um esforço dos contribuintes portugueses no sentido de ir ao encontro dos anseios dos professores, portanto aquilo que eu digo é que, feita esta proposta, me parece que é o tempo de dar um passo adiante e de começar a falar dos problemas da escola pública, dos anseios das famílias, dos problemas dos alunos, porque disso tem-se falado pouco”, sustentou o presidente da IL.

Rui Rocha reforçou que é preciso “que as escolas encontrem paz e que não continue a ser utilizada esta matéria como foco de tensão nas escolas”, recusando o perpetuar de uma situação de conflito nas instituições de ensino.

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