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IL critica “empurrar de responsabilidades” entre PS e PSD e exige solução técnica para o subsídio de mobilidade

Data de publicação
26 Fevereiro 2026
10:04

Gonçalo Maia Camelo, da IL, defendeu esta quinta-feira, em plenário, que os madeirenses estão “fartos” da troca de acusações entre Partido Socialista e Partido Social Democrata quanto às responsabilidades pelo atual modelo do subsídio social de mobilidade.

A intervenção surgiu após o deputado Jaime Filipe Ramos ter decidido antecipar a discussão de quatro votos agendados para a sessão. Gonçalo Maia Camelo considerou a decisão “legítima”, mas aproveitou o momento para centrar o debate na necessidade de soluções concretas.

“O que eu acho que os madeirenses sentem é que estão fartos deste empurrar de responsabilidades entre o PS e o PSD sobre o estado a que chegámos”, afirmou. O deputado liberal sustentou que foram estes dois partidos que “montaram, alteraram e mantiveram em vigor” o atual modelo do subsídio de mobilidade, considerando, por isso, que ambos têm responsabilidades na situação atual.

Ainda assim, desvalorizou a discussão sobre quem terá maior quota de culpa. “Se um é mais culpado que o outro, sinceramente, eu acho que os madeirenses estão fartos dessa conversa. Os açorianos e os madeirenses querem uma solução”, sublinhou.

Gonçalo Maia Camelo reconheceu que parte da solução está já encaminhada, referindo-se à eliminação do requisito relacionado com dívidas, mas defendeu que é necessário avançar para a fase seguinte: criar um sistema que permita que residentes na Madeira e nos Açores paguem apenas o valor que lhes compete nas ligações aéreas ao continente.

“Como é que arranjamos um sistema para que os madeirenses e os açorianos paguem apenas o valor que lhes compete? Quais são os contributos de cada um de nós, de cada um dos partidos aqui representados e representados na Assembleia da República, para que isso funcione?”, questionou.

Para o deputado da IL, o problema deixou de ser essencialmente político ou legal, assumindo agora uma dimensão “técnica e operacional”. “Eu não quero saber de quem é a culpa do ponto onde estamos. Eu quero saber quais são as soluções”, reforçou, apelando a que o debate se concentre na construção de respostas eficazes, em vez de transformar os votos discutidos “em panfletos político-partidários”.

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