MADEIRA Meteorologia

Governo Regional cria “task-force” para mitigar efeitos do sargaço

Data de publicação
19 Abril 2024
16:22

O Governo Regional aprovou, esta quinta-feira, a criação de um grupo multidisciplinar que irá mitigar os efeitos da ocorrência de sargaço nos mares e praias da Madeira e Porto Santo, a qual tem atingido várias frentes costeiras do nosso arquipélago.

Este grupo de trabalho envolverá várias Secretarias Regionais, desde a Economia, Mar e Pescas, através da Direção Regional de Pescas e Mar e da Administração de Portos da Madeira – APRAM, à Secretaria Regional da Agricultura e Ambiente, através das direções regionais do Ambiente e Ação Climática, da Agricultura, a empresa Águas e Resíduos da Madeira – ARM, Instituto de Florestas e Conservação da Natureza, bem como a Secretaria Regional da Saúde e Proteção Civil, através do Serviço Regional de Proteção Civil, mas deverá também contar outras entidades públicas.

O diretor regional de Ambiente e Ação Climática, Manuel Ara Oliveira, será o representante da Secretaria Regional de Agricultura e Ambiente para a Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural, para a Direção Regional de Veterinária e para a ARM. Pelo IFCN será Paulo Oliveira, elemento do conselho diretivo. A Direção Regional das Pescas e do Mar será representada por Mafalda Freitas, subdiretora regional, e a Administração de Portos da Madeira – APRAM ficará representada por Paula Cabaço, presidente do conselho de administração.

O grupo, que será liderado por Marco Lobato, do Serviço Regional de Proteção Civil, irá dar seguimento ao trabalho que já está a ser feito no terreno, nomeadamente, o de analisar o impacto do surto de sargaço que se tem verificado, nos últimos tempos, nos mares da Madeira e do Porto Santo e que têm atingido, praticamente, todas as localidades junto ao mar.

A este propósito, podemos referir que, ainda esta quinta-feira, o secretário regional da Economia, Mar e Pescas, Rui Barreto, esteve reunido com responsáveis das direções regionais de Pescas e Mar, mas também da Direção Regional de Ambiente e Ação Climática, do Instituto de Florestas e Conservação da Natureza – IFCN e da Administração de Portos da Madeira - APRAM, no sentido de avaliar a situação e identificar eventuais medidas e soluções para atenuar a deslocação deste grande volume de algas deste género que têm chegado aos mares e praias da Região.

Este fenómeno natural, originado no Mar dos Sargaços, agravado pelas alterações climáticas, e que tem tido impactes muito significativos nas caraíbas e na costa da Flórida, originou uma nova mancha que se deslocou para este lado do Atlântico, tendo atingido já Canárias, Açores e Madeira.

Neste momento, e dada a dimensão do fenómeno, o Governo Regional da Madeira está a implementar uma estratégia conjunta, envolvendo também os arquipélagos dos Açores e das Canárias, no sentido de fazer face a estas ocorrências de sargaço nos mares e praias nas regiões da Macaronésia.

Há dois aspetos essenciais que estão já ser abordados e implementados, designadamente, a responsabilidade partilhada pela sua recolha entre departamentos da administração pública regional e municípios, e a definição do destino final, que deverá passar, preferencialmente, pela sua valorização.

Nesse contexto, no laboratório da Direção Regional de Pescas e Mar está a ser avaliado o potencial bioativo de extratos provenientes destas espécies, nomeadamente, no que se refere à atividade antioxidante para aplicações na indústria alimentares e cosmética. Esta seria, de resto, uma forma de converter um problema com repercussões ambientais numa oportunidade de transformação e comercialização de produtos a partir desta alga.

Outra das soluções em estudo para a utilização imediata do sargaço está também a ser trabalhada pelos técnicos da Secretaria Regional de Agricultura e Ambiente, no sentido de estudar a possibilidade destas algas poderem ser utilizadas nomeadamente pela ARM, por ser um elemento rico em azoto e com potencial de incorporação no composto que está a ser produzido nas suas instalações, e pela D.R. de Agricultura para verificar a adequação e métodos de incorporação no solo agrícola como fertilizante natural.

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