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Diamante encontrado em gabinete de Pedro Calado tem “valor desprezável”, afiança advogado

Data de publicação
07 Fevereiro 2024
15:19

O advogado do ex-presidente da Câmara Municipal do Funchal reafirmou hoje que o diamante encontrado no gabinete de Pedro Calado tem “valor desprezável”, não valendo nada.

“Estou a dizer rigorosamente o seguinte, tenho razões para supor que aquilo [diamante] não vale nada, como vos disse. Admito poder ser contrariado, se alguém me disser que afinal vale, é uma coisa que temos que esperar para ver”, disse Paulo Sá e Cunha aos jornalistas à saída para a pausa do almoço no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC).

O advogado admitiu que inicialmente afirmou que o “valor do objeto era desprezível”, mas reconheceu hoje que a melhor forma de descrever era “ter dito que era desprezável”.

“O que digo agora é que continuo a ter todas as razões para confiar na afirmação que fiz”, sublinhou, acrescentando que percebe “muito pouco de diamantes”.

A CNN Portugal avançou na terça-feira à noite que o diamante encontrado no gabinete do ex-autarca é verdadeiro e que, segundo uma avaliação feita pela Imprensa Nacional Casa da Moeda, valerá 50 mil euros, contrariando assim a defesa de Pedro Calado que falou inicialmente em “diamante sintético”.

“Aquilo que sei é que há diamantes sintéticos de elevada qualidade. Esses diamantes sintéticos valem menos do que os diamantes naturais, valem muito menos (...) e também sei o que é necessário fazer para se distinguir um diamante sintético de um diamante natural, em termos laboratoriais é algo que só se pode fazer em determinados laboratórios certificados para o efeito”, acrescentou.

De acordo com o advogado que defende Pedro Calado, há elementos novos que têm sido noticiados, que apontam para outro valor e que esses elementos “foram obtidos sem contraditório da defesa”, referindo que, quando a defesa puder exercer o seu contraditório, “logo se concluirá qual é o valor acertado”.

Paulo Cunha e Sá admitiu que pode ter de “rever o que disse”, salientando que, quando avançou que o valor “era insignificante”, era porque tinha razões para acreditar nisso.

“Se me convencerem de que não é, terei que ficar convencido. Neste momento, não estou convencido porque não tive qualquer intervenção”, disse, acrescentando também que deverá ser um laboratório internacional certificado a fazer perícias para avaliar o diamante.

Hoje é o segundo dia de inquirições a Pedro Calado, detido há 15 dias no âmbito daquele processo, e, de acordo com Sá e Cunha, decorre “a bom ritmo”, mas ainda deve continuar na quinta-feira.

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