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Artigo de Opinião

Subdiretor JM

18/11/2023 07:30

Esta normal diferença de opiniões é traduzida no Parlamento. Embora também aqui, entre os eleitos, haja quem não pense pela sua cabeça e prefira alinhar sempre ao lado do partido. É para bater palmas? Então bate-se. E até há quem bata com mais força do que todos os outros. Porquê? , nem que seja para sobressair pelo barulho.

O Programa de Governo que dominou a atualidade política foi mais um exemplo claro de extremismo opinativo. Quase nenhum dos partidos que formam a maioria encontrou aspetos a melhorar. Quase ninguém da oposição detetou pontos positivos no documento apresentado. Aliás, sobre o que importa a boa parte da população, não houve grande discussão.

Numa espécie de Programa dos Governados, as prioridades estão bem definidas. Pagar o crédito à habitação, que já toma conta de boa parte do ordenado. Claro que se for jovem, não terá esse problema no futuro próximo, pelo menos a avaliar pelo mercado imobiliário. Terá de se acostumar a ficar em casa dos pais.

O remanescente do orçamento familiar de inúmeros governados não dá para grandes devaneios, depois de saldarem o resto das contas mensais. Que se apresentam cada vez mais robustas, diga-se. Nesse âmbito, convém evitar abusar de alguns produtos, como o azeite que já se vende ao preço do caviar. E se tiver vícios, sejam eles quais forem, perca-os. A bem da sua saúde… financeira.

É bem verdade que existem apoios regionais e municipais aos mais carenciados. Que também estão criadas plataformas solidárias direcionadas aos que precisam. Mas continuam a ser escassas as respostas públicas para a classe média.

Importa, portanto, perceber se os próximos tempos serão de restituição do poder de compra dos madeirenses, que potenciaria também o rendimento dos empresários. Se serão criados mecanismos que assegurem uma melhor distribuição de rendimentos, facto que manifestamente não está a ser atingido num momento crítico, comparável ao que motivou a intervenção da troika.

José Manuel Rodrigues, presidente da ALRAM, em declarações produzidas esta semana ao JM, frisava que a classe média está "sufocada pelos impostos". Reconhecia ser preciso fazer mais e melhor. Uma evidência que nem sempre é fácil de constatar por titulares de cargos políticos, com responsabilidades bem menores do que as suas. Não se esqueceu igualmente das habituais críticas a Lisboa, optando, todavia, por situar atenções nas restrições impostas aos poderes e competências das regiões autónomas.

Se no plano autonómico a prosa faz sentido, também devia fazê-lo a outros níveis, procurando fugir da crítica fácil à República, por mais razão que possa assistir à Região.

Agora que Costa está de saída, depois de dois anos de erros em número impensável cometidos por tudo e por nada, resta perceber como será a postura do Governo de Albuquerque com Lisboa. Se as legislativas forem ganhas pelo PSD o diálogo será mais ‘natural’, é um facto. Mas sem Costa o ambiente será sempre menos crispado. Pelo menos no início.

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