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Artigo de Opinião

Subdiretor JM

15/06/2024 08:05

A vida é feita de escolhas. E todas, mesmo as que se julgarem menos relevantes, refletem aquilo que somos e para onde queremos ir.

Podemos optar por soluções mais cómodas, permanecendo no conforto do que já conhecemos.

Podemos olhar para o que queremos alcançar e caminhar à procura do que acreditamos ser o nosso destino.

Até podemos aceitar tudo o que nos aparece em nome da subsistência, para que consigamos enfrentar as agruras de uma vida recheada de dificuldades.

Mas, independentemente das escolhas de cada um, importaria que todas as opções fossem fundamentadas sem condicionalismos. E que cada um assumisse, sem desculpas, o que diz ou faz neste ou naquele momento. Principalmente quando quem tem a missão de escolher, fá-lo exercendo a confiança depositada pelo voto de milhares de pessoas, como acontece na política.

Tendo isso em mente, é preciso respeitar quem se colocar contra, a favor ou se abster na votação do Programa de Governo durante a próxima semana. Mas, seja qual for o caminho determinado, convém realçar os poucos que não cederem ao exercício de fuga às responsabilidades.

Por exemplo, a oposição, que pela primeira vez assume-se como maioria no hemiciclo, poderá rejeitar a Moção de Confiança e inviabilizar o Orçamento Regional. Mas a culpa de a Madeira ficar sem orçamento, dizem, é apenas da responsabilidade do PSD, que não quis, em fevereiro, submeter o documento no Parlamento. Portanto, vamos lá ver se nos entendemos: consideram que o orçamento era (ainda é?) fundamental em fevereiro e que o PSD agiu de forma dolosa. E agora, com a agravante de se terem passado quatro meses, o chumbo de junho continua a ser dos mesmos de fevereiro?

Importa dizer que o voto contra na próxima semana inviabiliza este orçamento e não o que deveria ter sido apresentado em fevereiro.

Por mais voltas que demos, a situação deveria merecer uma análise simples. Se a Região não tiver orçamento deve-o a quem considerar que não estão reunidas as condições para o efeito. Porque nem é necessário votar a favor, bastaria absterem-se para viabilizar um programa que todos, sem exceção, dizem ser fundamental para repor alguma justiça salarial e viabilizar uma série de projetos, obras e respostas sociais que estão paralisadas em função da instabilidade política sem precedentes.

Aliás, a questão que se coloca atualmente nem se refere à importância da viabilização do Programa e respetivo Orçamento. Parece que no plano partidário o relevante é encontrar quem possa ficar com a maior fatia de culpabilidade.

E sim, para os mais distraídos, refira-se que também em fevereiro a comunicação social, nomeadamente o JM, fez eco de que a ausência de orçamento colocaria milhões em risco e a própria ACIF teve espaço nas nossas páginas para considerar que este vazio orçamental era “uma desgraça”, opinião acompanhada pela maioria dos partidos. A ACIF não mudou de opinião, a comunicação social continua a enaltecer os prejuízos. A única coisa que mudou foi a opção do povo, que tirou força ao PSD e reforçou quem está na oposição para determinar o que vem a seguir.

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