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Artigo de Opinião

Subdiretor JM

4/11/2023 08:05

Mas tenham calma. Não se trata de uma mudança de mentalidade. Será mais uma espécie de tentativa de aproveitar uma onda momentânea, fugindo das acrobacias, e esperar para capitalizar com o erro do adversário.

De facto, atualmente, parece que os ardis políticos montados têm um único propósito: encontrar incongruências do PAN. Ou, no mínimo, inconsistências que coloquem em causa as bases de uma maioria parlamentar sustentada num acordo de última-hora.

Num ápice, os que sempre se manifestaram contra o projeto das Ginjas ou o Teleférico do Curral das Freiras ganharam expressão política. Os que sempre defenderam os animais ou o ambiente, muitas vezes ostracizados pela aparente sobrevalorização dos temas na relação com outras questões prementes, também conquistaram voz e peso mediático.

É bem verdade que são outros a darem a cara pelo assunto. São outros a se chegarem à frente, a maioria nunca sequer se preocupou em saber bem do que está a falar, o que é preciso mudar ou o que está realmente em causa.

Mas o importante é que se fale, na ótica de quem anda(va) a pedir para o assunto ter eco.

Resta perceber se o PAN saberá contornar todas as armadilhas montadas. Para já, percebeu que não pode mudar o mundo e dizer tudo o que lhe vai na alma, ao contrário do que acontecia quando estava isento de responsabilidades. Apontar o dedo é sempre mais fácil…

Mas, mais do que alinhar neste género de jogo do(s) gato(s) e do rato, importaria não perder de vista as matérias que mais afligem os madeirenses e que foram expostas recentemente num estudo de opinião encomendado pelo JM e rádio JM FM à empresa Intercampus. Debater questões como o aumento do custo de vida, os baixos salários ou as carências habitacionais são prioridades, avisaram os eleitores. Pelo menos aqueles - a maior parte - que têm de fazer contas para esticar o orçamento até ao fim do mês.

Também ao fim, bem antes do tempo previsto, chegou a gestão de Rui Fontes no Marítimo. E terminou mal, infelizmente. E não mereciam todos os que validaram a sua proposta de gestão, reformulada vezes sem conta ao longo de apenas dois anos de mandato.

Prometeu conquistas e o que se viu foram insucessos. Propalou união e acabou por ser apontado como o rosto da discórdia interna. Nada de surpreendente, de resto, dada a incrível sucessão de casos estranhos ocorridos em tão curto espaço de tempo.

Em dois anos, incompatibilizou-se com a SAD de João Luís; apontou Tiago Lenho como solução de futuro para o futebol e acabou por perdê-lo para o Chaves; perdeu a confiança da direção que presidia; desperdiçou o capital de confiança que tinha junto dos sócios... Tudo somado, deixa o clube em convulsão, na II Liga, onde nunca iria estar, conforme jurou. Aliás, juras houve um pouco de tudo: competições europeias, reforços sonantes, vitórias que nunca vieram até que chegou a derrota final, infligida pela sua própria direção. Aliás, até jurou, agora à saída, que iria ser candidato para depois garantir que nunca pensou continuar.

Ainda assim, acaba orgulhosamente só, garantindo que todos os outros estão errados… Quando a culpa é sempre dos outros, mais vale lutar para ficar na oposição e não decidir nada. Muitos fazem vida assim, torcem para perderem… por poucos. Sim, porque importa não ficar muito mal na fotografia.

OPINIÃO EM DESTAQUE
Coordenadora do Centro de Estudos de Bioética – Pólo Madeira
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A finitude da vida é um tema que nos confronta com a essência da nossa existência, levando-nos a refletir sobre o significado e o propósito da nossa passagem...

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