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Menos acidentes, mas mais vítimas graves em Portugal

Paulo Graça

Jornalista

Data de publicação
01 Fevereiro 2024
14:52

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) revelou esta quinta-feira que entre janeiro e outubro de 2023 registaram-se 30.738 acidentes com vítimas, 421 vítimas mortais, 2.254 feridos graves e 36.013 feridos leves no Continente e nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

Em relação a 2019, o ano que serve de referência para monitorização das metas de redução do número de mortos e de feridos graves até 2030, fixadas pela Comissão Europeia e por Portugal, “registaram-se menos 177 acidentes (-0,6%), menos 19 vítimas mortais (-4,3%) e menos 1.384 feridos leves (-3,7%). Contudo, apuraram-se mais 104 feridos graves (+4,8%)”, anunciou a ANSR em comunicado.

Comparativamente com o período homólogo de 2022 observaram-se, por outro lado, exceto no índice de gravidade, aumentos em todos os indicadores. Existem mais 1.936 acidentes (+7,0%), mais 19 vítimas mortais (+4,9%), mais 133 feridos graves (+6,9%) e mais 2.268 feridos leves (+7,0%). De salientar que, relativamente a 2022, de janeiro a outubro de 2023 tem vindo a registar-se um aumento da circulação rodoviária com o correspondente acréscimo no risco de acidente, como se pode concluir do aumento de 7,1% no consumo de combustível rodoviário até outubro de 2023, de acordo com dados da Direção-Geral de Energia e Geologia.

Mais de dois mil sem carta de condução

Relativamente “à condução sob o efeito do álcool, entre janeiro e outubro de 2023 foram submetidos ao teste de pesquisa de álcool 1,5 milhão de condutores, o que representa um aumento de 22,0% comparativamente a igual período de 2022”.

Na mesma nota, a ANSR revela que a taxa de infração (nº de infrações por álcool/nº de testes efetuados) desceu de 2,0% nos primeiros dez meses de 2022 para 1,8% no período homólogo de 2023.

Quanto à criminalidade rodoviária, medida em número total de detenções, aumentou 10,6% por comparação com 2022, atingindo 29,0 mil condutores. Do total, 55,7% deveu-se à condução sob o efeito do álcool (+12,5%), seguindo-se 34,5% por falta de habilitação legal para conduzir (+12,8%).

Desde a “entrada em vigor do sistema de carta por pontos em junho de 2016”, 2.811 condutores ficaram com o seu título de condução cassado.

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