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Chega desafia PSD e PS a apoiar o seu projeto do ‘ferry’

Data de publicação
15 Maio 2024
12:57

O Chega acusou o governo regional de preferir defender os interesses de certos grupos económicos do que lutar pela qualidade de vida da população. Isso mesmo foi realçado numa conferência de imprensa realizada no porto do Funchal, onde os candidatos do partido recordaram o projeto já submetido pelo Chega na Assembleia da República, que prevê a recuperação da ligação ‘ferry’ entre a Madeira e o continente, totalmente financiada pelo Estado, ao abrigo das suas obrigações em termos de coesão e continuidade territorial.

O presidente do Chega-Madeira e cabeça-de-lista às eleições, afirmou que, ao contrário do que sempre foi dito pelo governo da Madeira, a saída do ‘Armas’ não se deveu a insustentabilidade da linha. Para provar o contrário, Miguel Castro para o facto de que, só em 2011, o navio transportou mais de 22.000 passageiros, mais de 9.000 veículos ligeiros e mais de 4.500 veículos pesados, números que tornam a operação não só sustentável, mas também proveitosa.

Para Miguel Castro, o que inviabilizou a continuidade do ‘ferry’ foi o facto do mesmo “entrar em conflito com certos interesses que estão instalados na Madeira, que ganharam demasiado poder e que usam o seu poder para influenciar o poder político.”

Nesse sentido, o candidato recordou as palavras de Sérgio Marques perante uma comissão da Assembleia em março do ano passado, quando o antigo secretário de Miguel Albuquerque observou que “a saída do ‘ferry’ se tinha devido a uma data de ‘peripécias’ que foram feitas por certos agentes económicos no sentido de inviabilizar a ligação marítima.”

“A rede tentacular que domina vários aspetos da política regional está presente, também, na gestão dos portos e foi o determinou o afastamento do ‘ferry’, tão acarinhado pelos cidadãos madeirenses. Isto é vergonhoso e o Chega não admite que a política regional seja dominada por interesses ilegítimos e histórias mal contadas.”

Sublinhando o trabalho que já está a ser feito pelo partido no parlamento nacional em prol do ‘ferry’, Miguel Castro enfatizou que o CHEGA é um partido “determinado a combater a corrupção, que não vai permitir que a corrupção prejudique os madeirenses e que tem os recursos regionais e nacionais para garantir a defesa dos interesses dos cidadãos, incluindo o desejado regresso do ‘ferry’.”

A concluir, Miguel Castro desafiou o PSD e o PS a viabilizar o projeto do Chega na Assembleia da República, votando a favor da iniciativa submetida pelo grupo parlamentar.

“Há quem prometa e há quem faça. O Chega já fez o projeto do ‘ferry’, que ninguém fez antes. Por isso, desafiamos o PSD e o PS, que tanto prometeram, a votar a favor desta medida, que é o melhor para a Madeira e para os madeirenses.”

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