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Associação dos Profissionais de Polícia critica falta de formação no aeroporto do Porto

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Data de publicação
23 Maio 2022
15:29

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) disse hoje que estão a ser colocados polícias no aeroporto do Porto sem formação específica em segurança aeroportuária, situação que "acarreta riscos", alertou o presidente que exige explicações da tutela.

"Retiraram os poucos polícias que estavam no aeroporto do Porto para dar formação no âmbito da reestruturação do SEF [Serviço de Estrangeiros e Fronteiras] e colocaram lá polícias sem formação aeroportuária. Perguntamos: qual a razoabilidade disto? Como é que o Governo está a gerir este processo? Terão noção de que esta opção acarreta riscos?", disse o presidente da ASPP/PSP, Paulo Santos.

Em declarações à agência Lusa, o dirigente contou que a associação decidiu agendar para quinta-feira uma sessão de esclarecimento na Divisão Aeroportuária do Porto, com o objetivo de "denunciar a falha estratégica e tentar colocar alguma racionalidade e operacionalidade com respeito pelos direitos dos profissionais".

Apontando que à ASPP/PSP está a ser "sonegada" informação sobre a restruturação do SEF, Paulo Santos referiu que "a PSP nos aeroportos tanto em Lisboa, como no Porto como em Faro, está com muita dificuldade ao nível de efetivos", uma situação que, apesar de transversal "é muito mais grave no Porto", frisou.

"Há falta de polícias no Porto e estão a colocar efetivos que não têm formação aeroportuária. Isto para nós é muito grave. As divisões de segurança aeroportuárias carecem de pessoas com formação específica para trabalhar nos aeroportos. Como serão os próximos dias e os próximos meses no dia a dia do aeroporto do Porto? Com que efetivo vamos fazer os policiamentos do aeroporto?", questionou.

Já em comunicado, a ASPP/PSP descreve que "os profissionais da PSP no Porto assistem às suas escalas serem alteradas diariamente, com supressão de folgas, férias… para colmatar falhas de programação com a anunciada extinção do SEF".

"Uma medida que fragiliza ainda mais a segurança aeroportuária e a cidade do Porto pela deslocação de efetivo (já escasso) para o local", conclui a associação.

A agência Lusa contactou o Ministério da Administração Interna que remeteu esclarecimentos para a direção nacional da PSP, estrutura da qual se aguarda resposta.

A Lusa também contactou a Ana Aeroportos, que gere o aeroporto do Porto, e aguarda resposta.

Lusa

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