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Sindicato dos Professores da Madeira considera que alunos também devem ser testados

JM-Madeira

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Data de publicação
03 Janeiro 2021
17:19

Em reações à decisão tomada este domingo pelo Governo Regional, o Sindicato de Professores da Madeira diz concordar com o regresso progressivo às escolas do Funchal, Ribeira Brava e Câmara de Lobos, mas aponta que o comunicado do Executivo "é muito lacónico", uma vez que apresenta "incongruência de se ficar apenas pela testagem dos professores e auxiliares e não pelo corpo discente".

"Olhando para o comunicado de hoje do Governo Regional só vemos a intenção de testar os 6 mil professores e auxiliares educativos das escolas dos três concelhos. Ora, nós estamos a falar de cerca de um quinto da comunidade escolar. Nada neste comunicado garante que esta testagem será efetivamente a toda a comunidade escolar", refere ao JM Francisco Oliveira, presidente do Sindicato dos Professores da Madeira.

As dúvidas surgem uma vez que, há três dias, Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional, havia anunciado que os alunos das escolas iam também ser testados no regresso às aulas. No entanto, no comunicado deste domingo emitido pelo Governo Regional consta apenas a testagem aos professores e auxiliares.
Adianta ainda o coordenador que o número total entre professores e auxiliares na Região Autónoma da Madeira representa apenas um quinto da comunidade escolar, pelo que considera que o corpo discente também deveria ser alvo de testagem no regresso às aulas.
"Estamos a falar, segundo as estatísticas de 2019, de pouco mais de 10 mil profissionais (cerca de 4 mil auxiliares e 6 mil professores). Nesse sentido, estamos a deixar de fora mais de 42 mil alunos", aponta Francisco Oliveira, alertando que após este período de Natal e final do ano, marcado por convívios, haverá uma "grande probabilidade" de discentes infetados circularem nos estabelecimentos de ensino, estando assintomático e disseminando o vírus.
Recorde-se que ao fim desta manhã o Governo Regional decidiu que nos concelhos com maior incidência de casos - Funchal, Câmara de Lobos e Ribeira Brava -, a abertura das aulas deve ser progressiva, no sentido de permitir às autoridades de saúde uma avaliação concentrada e dedicada da situação.
Nestes concelhos, à medida que as testagens forem sendo realizadas, os estabelecimentos de ensino serão abertos. Os demais estabelecimentos de educação e ensino, nos outros concelhos, abrem no calendário definido, ou seja, a 4 de janeiro de 2021.
As equipas de testagem irão iniciar o seu trabalho na manhã de segunda-feira, dia 4 de janeiro, nos três municípios identificados, com o objetivo de rastrear os mais de 6.000 professores e auxiliares educativos.

Bruna Nóbrega

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