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Livre culpa “caos no Pico do Areeiro” com “erro da massificação do turismo”

Data de publicação
21 Maio 2024
19:15

O Livre visitou o Pico do Areeiro para verificar a situação do trânsito na área e durante a deslocação, a equipa deste partido também ficou retida no congestionamento, comprovando “as suspeitas de que este problema já não é um caso pontual, mas sim um problema crónico”.

“São urgentes soluções eficazes para melhorar a mobilidade e a segurança nas estradas das nossas serras”, defende esta força política em comunicado assinado por Marta Sofia, candidata às legislativas regionais de 26 de maio.

Para o Livre, “neste exato momento existem claras provas que demonstram que este Governo Regional e os partidos que o sustentam não sabem gerir o aumento dos visitantes”.

“A qualidade do destino turístico da Madeira está em risco, e inclusive temos estudos que comprovam que a procura para o modelo massificado de turismo está a diminuir. A própria Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) já tem vido a alertar para essa mudança tal como Dorita Mendonça da Direção Regional do turismo alertou em 2022, num conferencia do ISAL”, lembra o partido.

O Livre lembrou que questionou o “PAN, enquanto partido político assumido 100% pela Natureza, sobre o que é mais importante: a nossa reputação como destino turístico do qual a Madeira depende e a segurança das pessoas, ou um contrato que foi assinado para a construção de um teleférico no Curral das Freiras que foi assinado mesmo antes das eleições regionais onde agora incidem suspeitas de alegada corrupção, para além de todas as falhas técnicas que existem no EIA denunciadas por várias associações com conhecimento jurídico e técnico-científico que deram parecer negativo?”

“É inadmissível promover e aceitar mais projetos de turismo massificado quando já temos um caos total no trânsito nas nossas montanhas, e não temos nenhum problema resolvido”, lê-se na mesma nota, que considera ”que o que se está a passar nas nossas estradas, com estacionamentos abusivos, e descontrolados, é um risco grave para a segurança pública. O nosso dever é primeiro para garantir a segurança dos nossos residentes e dos nossos turistas, dos quais a região neste momento depende.”

“Temos propostas, que vimos a apresentar junta das populações, e na nossa plataforma, que além da limitação de carga humana passa também por aumentar o transporte público na ilha, direcionado não só para as necessidades dos locais, mas também da procura de turistas, especialmente diversificação direcionada para as principais levadas, trilhos, recomendados, é também necessário um sistema para levar as pessoas às levadas com fiscalização nos acessos, durante o percurso e a permanente monitorização adequada”, remata o comunicado.

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