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Livre critica “má gestão” na saúde e defende mais investimento

Data de publicação
22 Maio 2024
15:09

A cabeça de lista do Livre às eleições regionais da Madeira criticou hoje a “falta de investimento” e a “má gestão” no Serviço Regional de Saúde, considerando que não são dadas condições dignas a profissionais e utentes.

Em declarações à agência Lusa, Marta Sofia salientou que estes grandes problemas do Serviço Regional de Saúde da Madeira (Sesaram) fazem também com que não sejam contratados profissionais em número suficiente.

Em consequência, acrescentou, há dificuldades por parte dos utentes em obter respostas adequadas no serviço público, como a realização de exames, consultas e tratamentos especializados.

“Há listas de espera, neste preciso momento, para tudo em relação à saúde, inclusive para um médico de família e para uma consulta de recurso. Não basta, nem tem sido suficiente, o investimento ao longo destes 48 anos”, afirmou a cabeça de lista, que esteve hoje de manhã no Centro de Saúde do Bom Jesus, no Funchal, numa ação de campanha eleitoral.

É, assim, necessário reforçar o investimento e garantir a contratação de mais profissionais de saúde, realçou Marta Sofia, indicando também que serão necessários recursos humanos para o novo hospital do Funchal, atualmente em construção.

Mónica Sofia destacou, em particular, a saúde mental, assinalando que os problemas a este nível constituem um “flagelo” e denunciando que há falta de psicólogos e de psiquiatras.

A candidatura do Livre propõe igualmente criar gabinetes de saúde oral em todos os centros de saúde da região autónoma, sublinhou, referindo que muitos utentes não têm condições financeiras para aceder ao serviço privado.

O Livre estreou-se nas eleições legislativas regionais em setembro de 2023 e obteve 858 votos (0,65%), não elegendo deputados.

Espera agora conseguir representação parlamentar, com “uma voz de protesto, de denúncia, mas também de propostas”.

O partido recusa viabilizar qualquer proposta de governo à direita se conseguir entrar na Assembleia Legislativa.

As legislativas de domingo na Madeira decorrem com 14 candidaturas a disputar os 47 lugares no parlamento regional, num círculo eleitoral único: ADN, BE, PS, Livre, IL, RIR, CDU (PCP/PEV), Chega, CDS-PP, MPT, PSD, PAN, PTP e JPP.

As eleições antecipadas ocorrem oito meses após as mais recentes legislativas regionais, depois de o Presidente da República ter dissolvido o parlamento madeirense, na sequência da crise política desencadeada em janeiro, quando o líder do Governo Regional (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, foi constituído arguido num processo em que são investigadas suspeitas de corrupção.

Em setembro de 2023, a coligação PSD/CDS venceu sem maioria absoluta e elegeu 23 deputados. O PS conseguiu 11, o JPP cinco o Chega quatro, enquanto a CDU, a IL, o PAN (que assinou um acordo de incidência parlamentar com os sociais-democratas) e o BE obtiveram um mandato cada.

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