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Irregularidades em moção podem invalidar candidatura de Lídia Albornoz à liderança do CDS/Madeira

Data de publicação
02 Abril 2024
18:53

A Comissão Organizadora do Congresso Regional do CDS-PP/Madeira detetou irregularidades na moção de estratégia da candidata à liderança do partido, Lídia Albornoz, e deu um prazo de 48 horas para que fossem sanadas, disse hoje fonte partidária.

“O processo das candidaturas ainda não está fechado porque a COC (Comissão Organizadora do XIX Congresso Regional) detetou várias irregularidades na moção B e verificadas hoje concluímos que se mantêm”, disse o presidente desta estrutura, Amílcar Figueira, à agência Lusa.

A comissão do congresso dos centristas, que se realiza em 13 e 14 de abril, recebeu duas moções de estratégia global, tendo a A, com o título “Em nome do futuro”, como principal subscritor o democrata-cristão José Manuel Rodrigues, presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, que liderou o partido entre 1997 e 2015.

A moção B, intitulada “Decidir o presente, preparar o futuro”, colocou a presidente da concelhia do partido no concelho de Santa Cruz na corrida à liderança, mas pode ser invalidada devido às irregularidades, caso não sejam sanadas “até às 20:00 do dia 04”, quinta-feira, adiantou Amílcar Figueira.

O responsável centrista apontou que são necessárias 158 assinaturas, mas Lídia Albornoz tem consideradas válidas 133.

Segundo Amílcar Figueira, 17 subscritores da moção B não são militantes do partido, quatro assinaram as duas moções - “o que não pode acontecer de acordo com o regulamento do congresso” - e dois estão desfiliados.

“Ela tem de fazer prova em relação a estes subscritores, mas não podem ser novos, têm de ser os que constam na moção”, sublinhou.

Amílcar Figueira assegurou que a moção A, encabeçada por José Manuel Rodrigues, “é, neste momento, a única que está validada”.

No CDS-PP/Madeira também deram entrada cinco moções de estratégia setorial.

No congresso eletivo, os centristas madeirenses vão escolher o sucessor de Rui Barreto, que lidera a estrutura partidária desde 2018 e desempenhou o cargo de secretário regional da Economia nos dois últimos executivos, formados por PSD e CDS-PP.

Os dois partidos fizeram uma coligação após as eleições regionais de 2019, em que os sociais-democratas perderam a maioria absoluta. Nas legislativas madeirenses de setembro de 2023, concorreram juntos e venceram, mas falharam a maioria absoluta por um mandato, pelo que o PSD negociou um entendimento parlamentar com a deputada única do PAN.

Na sequência da crise política provocada pela investigação judicial em que o presidente do executivo madeirense, o social-democrata Miguel Albuquerque, foi constituído arguido – e que levou à sua demissão e à queda do Governo Regional -, o PSD rompeu a coligação com o CDS-PP e anunciou que pretendia ir sozinho a eleições.

Na semana passada, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, dissolveu a Assembleia Legislativa da Madeira e convocou legislativas regionais para 26 de maio, às quais o CDS-PP se apresentará com um novo líder.

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