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IL considera “uma encenação” solução de governo PS com JPP

Data de publicação
27 Maio 2024
21:58

O presidente da Iniciativa Liberal classificou hoje de “encenação e momento teatral” a apresentação de “uma solução de governo conjunta” pelo PS e JPP para a Madeira, alegando que “não tem qualquer viabilidade política”.

“Temos um enorme respeito pelos madeirenses e, portanto, com esse enorme respeito não faz muito sentido comentar encenações e momentos teatrais que não têm nenhuma possibilidade de trazer novidade ao panorama político”, afirmou Rui Rocha à entrada para um jantar-comício, em Lisboa, naquele que é o primeiro dia de campanha oficial para as eleições europeias de 09 de junho.

O líder liberal disse ainda que se PS e JPP “queriam fazer uma encenação podiam ter convidado também o BE e o PCP porque o resultado seria exatamente o mesmo”.

O BE e PCP perderam, nas eleições regionais da Madeira que decorreram no domingo, a representação parlamentar que tinham.

Esta “solução de governo conjunta” não tem, na opinião de Rui Rocha, qualquer viabilidade, nem qualquer sustentação política.

“Não faz sentido estar a fazer grandes comentários sobre algo que não existe”, acrescentou.

O PS e o JPP vão apresentar ao representante da República na Madeira “uma solução de governo conjunta” no arquipélago, anunciaram hoje as estruturas regionais dos partidos, que somam 20 deputados, aquém dos 24 necessários para a maioria absoluta.

Numa conferência de imprensa conjunta no Funchal, sem direito a perguntas dos jornalistas, o líder do PS/Madeira, Paulo Cafôfo, anunciou que o compromisso alcançado hoje com o JPP envolve também “não viabilizar qualquer solução governativa apresentada pelo PSD”.

No domingo, o PSD de Miguel Albuquerque (presidente do executivo madeirense desde 2015) voltou a vencer as legislativas regionais e elegeu 19 deputados, afirmando-se disponível para assegurar um “governo de estabilidade”, mas o PS considerou haver margem para construir uma alternativa.

Os socialistas, principal força da oposição, mantiveram os 11 assentos parlamentares do mandato anterior e o JPP, terceira força política na região, aumentou a sua bancada de cinco para nove elementos.

O Chega elegeu quatro deputados, o CDS-PP dois e a IL e o PAN um deputado cada.

A direita – PSD, Chega, CDS e IL – consegue somar 26 lugares, a que se poderia juntar ainda o do PAN, mas os partidos declararam ter reservas sobre entendimentos com os sociais-democratas.

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