O presidente do parlamento madeirense enalteceu o legado inestimável dos caminhos reais.
Acontece esta manhã, no auditório do Museu de Eletricidade, a IV Conferência do Caminho Real da Madeira, que visa refletir sobre o futuro dos caminhos reais. O evento é da responsabilidade da Associação do Caminho Real da Madeira.
O presidente do parlamento madeirense, José Manuel Rodrigues, começou por dizer que “temos o privilégio e o dever de ser os guardiões deste imponente legado da nossa história, que constitui um marco identitário inigualável da nossa gente, enquanto povo madeirense, que soube, desde o princípio, vencer os desafios da orografia, transformando-os em oportunidades que permitiram abrir caminhos para travessias muito mais expansivas do que as próprias rotas”, elaborou.
Rodrigues afirmou que “este património, esquecido e abandonado durante décadas, foi fulcral para o desenvolvimento e o progresso da Madeira, ao longo de muitas décadas”.
Nesse sentido, considera que “ganha agora uma outra mais-valia valia com a sua redescoberta pelos madeirenses e pelos habitantes”.
Mais sublinhou que “num momento em que os principais atrativos da região estão saturados devido à crescente procura por parte de turistas, é urgente diversificar os pontos de interesse e de recriação da nossa ilha, recuperando as antigas estradas regionais e estradas secundárias, assim como os caminhos reais que ligavam todas as freguesias. É urgente lembrar a importância da travessia e o valor da proximidade”.