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Artigo de Opinião

12/01/2023 08:00

Primeiro, foi o velho, mas sempre pertinente, assunto da majoração do financiamento da Universidade da Madeira.

Na passada semana, na Assembleia da República, o PS chumbou a proposta de lei da Assembleia Legislativa da Madeira (aqui, na Região, apresentada pelo PSD) sobre a majoração do financiamento das Universidades da Regiões Autónomas.

O deputado socialista, eleito pelo círculo eleitoral da Madeira, Carlos Pereira, afiançou que os constrangimentos "já estão ultrapassados".

A realidade, essa, é a que está aos olhos de todos: os sobrecustos da insularidade e da ultraperiferia continuam por compensar. Continua a adiar-se o reforço da coesão territorial e a oportunidade das nossas regiões ultraperiféricas acompanharem o desenvolvimento e inovação de outras regiões que não comungam das mesmas dificuldades.

Mais uma vez, o PS ignorou as especificidades insulares, assim como tem feito todo o Governo da República, anos a fio. Tudo isto mesmo sendo do conhecimento comum e constitucionalmente reiterado, caber ao Estado "o desenvolvimento harmonioso de todo o território nacional", numa ótica de igualdade entre todos os portugueses.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, assegurou, por seu lado, em território madeirense (que lata!), que a reformulação do modelo de financiamento das universidades iria considerar as tais especificidades dos ilhéus e garantiu que todas as instituições vão dispor de apoio justo e transparente. Então o apoio é tudo menos justo e transparente, não é? Já todos percebemos. Ou quase todos.

Como se isto não bastasse, a mesma Ministra, em entrevista ao Público, declarou que o contingente especial para candidatos oriundos das regiões autónomas passará a ter 2% das vagas, ao invés das atuais 3,5%. Ora, a se confirmar, é uma redução de quase 50% das vagas a partir do próximo ano. Ou seja, os jovens madeirenses e açorianos terão menos de metade das oportunidades que tiveram nas últimas décadas, simplesmente por vontade política.

Vontade, essa, que não foi justificada, que não contemplou auscultação nenhuma, que nem ouviu os órgãos de Governo próprio das duas Regiões Autónomas. E quando o PSD, na Assembleia da República, fez um pedido de audição urgente à Ministra para esclarecer esta intenção de reduzir o contingente, o PS impediu a sua votação.

Mais uma vez, assistimos a uma triste manobra para menosprezar os madeirenses e a sua condição de ilhéu. Os efeitos nefastos destas decisões políticas contemplam todos os madeirenses e açorianos. Ultrapassam as barreiras partidárias. Ultrapassam qualquer entendimento. Não merecem qualquer compreensão.

A Madeira não pode continuar a ser arma de arremesso nas mãos dos socialistas que querem governar o país. Os nossos jovens não podem continuar a ser prejudicados. Basta de nos limitar.

Já todos percebemos a intenção do PS. Todos vamos trabalhar para inverter aquilo que prejudica a Madeira. Ou quase todos.

OPINIÃO EM DESTAQUE
Coordenadora do Centro de Estudos de Bioética – Pólo Madeira
11/04/2024 08:00

A finitude da vida é um tema que nos confronta com a essência da nossa existência, levando-nos a refletir sobre o significado e o propósito da nossa passagem...

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