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Ucrânia: Chanceler alemão apela a aumento da produção de armamento na Europa

Data de publicação
13 Maio 2024
19:55

O chanceler alemão Olaf Scholz exortou hoje os países europeus a fabricar mais armamento para satisfazer as necessidades da Ucrânia na guerra com a Rússia.

“O que aprendemos foi que temos de aumentar a nossa produção, não estávamos preparados para uma guerra longa, esta é uma das lições desta guerra”, disse Scholz numa conferência de imprensa em Estocolmo no final de uma reunião com os chefes de Governo dos cinco países nórdicos.

Scholz pugnou pelo envio de mais armamento para a Ucrânia, em particular munições e defesa aérea, e pediu para se “fazer mais” e encontrar soluções para satisfazer os pedidos de Kiev.

A adesão da Finlândia e Suécia à NATO tornou a organização militar “mais forte”, considerou Scholz, que sublinhou a “grande alteração” relacionada com a disponibilidade dos membros da Aliança em cumprir o objetivo de investir 2% do PIB na área da defesa.

“Nunca estivemos tão unidos como agora, na União Europeia e na NATO. Mas temos de admitir que aquilo que a Ucrânia necessita no campo de batalha deve chegar mais rápido e em maior quantidade. Não se pode proteger um país sem defesa aérea”, disse a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, no decurso da conferência de imprensa conjunta.

Scholz compareceu na parte final de uma cimeira nórdica sobre competitividade e segurança.

O chanceler alemão permanecerá até terça-feira na Suécia, onde manterá um encontro com o seu homólogo sueco, Ulf Kristersson.

Também hoje, o vice-chanceler alemão, Robert Habeck, reconheceu que Berlim “não fez o suficiente” para ajudar a Ucrânia face à agressão russa e defendeu o aumento do apoio militar às forças armadas ucranianas.

Embora Habeck tenha sublinhado que a Alemanha tem sido um dos principais apoiantes da Ucrânia nos últimos dois anos, também reconheceu que o exército ucraniano está a enfrentar uma escassez de munições e de material.

A este respeito, o vice-chanceler sublinhou que a Alemanha tem a obrigação de continuar a fornecer ajuda militar a Kiev, mesmo à custa das suas próprias reservas.

O governante alemão apelou aos outros aliados da Ucrânia para que façam o mesmo.

Habeck, que, para além de ser o “número dois” do chanceler Olaf Scholz, é também ministro das Finanças, é membro do Partido Verde, conhecido pela sua posição pacifista, pelo menos até ao início da guerra na Ucrânia.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, desencadeada em 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Os aliados ocidentais da Ucrânia têm fornecido armas a Kiev e aprovado sucessivos pacotes de sanções contra interesses russos para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra.

Os últimos meses têm sido marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia contra cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kiev têm visado alvos em território russo próximos da fronteira e na península da Crimeia, ilegalmente anexada em 2014.

Já no terceiro ano de guerra, as Forças Armadas ucranianas têm-se confrontado com falta de armamento e munições, apesar das reiteradas promessas de ajuda dos aliados ocidentais.

A escassez de munições das forças armadas ucranianas é motivo de preocupação para Kiev e está a ser tida em conta pelos parceiros da Ucrânia, especialmente na Europa.

Neste contexto, a República Checa lançou uma iniciativa para recolher munições de países terceiros para posterior fornecimento ao exército ucraniano.

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