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Rússia: Putin garante que não vai permitir uma "guerra civil"

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Data de publicação
24 Junho 2023
9:29

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou hoje que a rebelião do grupo paramilitar Wagner é um "ameaça mortal" ao Estado russo e garantiu que não vai "deixar" uma "guerra civil" acontecer, apelando à "unidade".

Numa declaração divulgada pela televisão russa, Putin disse que o país está a travar "a batalha mais difícil pelo seu futuro", numa altura em que o líder do grupo mercenário Wagner, Yevgeny Prigozhin, lidera uma rebelião armada.

"Qualquer turbulência interna é uma ameaça mortal ao nosso Estado como nação; representa um golpe para a Rússia, para o nosso povo e para as ações que estamos a tomar para proteger a nossa pátria", sustentou.

Condenando a rebelião num momento em que a Rússia está "a travar a batalha mais difícil pelo seu futuro", com a guerra na Ucrânia, Putin acusou: "Toda a máquina militar, económica e de informação do Ocidente está contra nós".

"Esta batalha, quando o destino do nosso povo está a ser decidido, requer a união de todas as forças, união, consolidação e responsabilidade. Uma rebelião armada num momento como este é um golpe para a Rússia, para o seu povo", disse.

O Presidente russo lembrou que algo semelhante aconteceu em 1917, durante a Primeira Guerra Mundial, quando "roubaram a vitória" à Rússia através de "intrigas, fofocas, politiquices pelas costas do povo" que levaram à desintegração do Estado e à perda de enormes territórios.

"Como resultado, a tragédia da guerra civil, russos matando russos, irmãos matando irmãos, enquanto vários aventureiros políticos tiravam vantagens pessoais e forças estrangeiras despedaçavam o país. Não permitiremos que isso aconteça novamente, defenderemos o nosso povo e o nosso Estado de qualquer ameaça", acrescentou.

O líder do grupo paramilitar Wagner, Yevgeny Prigozhin, apelou a uma rebelião contra o comando militar do país, que acusou de atacar os seus combatentes.

Disse ter 25.000 soldados às suas ordens e prontos para morrer, instando os russos a juntarem-se a estes numa "marcha pela justiça".

Prigozhin acusara antes o Exército russo de realizar ataques a acampamentos dos seus mercenários, causando "um número muito grande de vítimas", acusações negadas pelo Ministério da Defesa da Rússia.

As acusações de Prigozhin expõem as profundas tensões dentro das forças de Moscovo em relação à ofensiva na Ucrânia.

O líder do grupo Wagner já tinha afirmado que o Exército russo está a recuar em vários setores do sul e leste da Ucrânia, Kherson e Zaporijia, respetivamente, e em Bakhmut, contrariando as afirmações de Moscovo de que a contraofensiva de Kiev era um fracasso.

Lusa

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