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Israel: Hamas oferece-se para libertar duas reféns

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Data de publicação
22 Outubro 2023
9:28

O grupo extremista Hamas ofereceu-se hoje para libertar mais duas reféns israelitas, Nurit Yitzhak e Yovheved Lifshitz, "seguindo os mesmos passos que os dois reféns americanos", avança uma declaração no canal Telegram do movimento islamita.

Abu Obeida, porta-voz das Brigadas al-Qasam, o braço armado do Hamas, disse que já tinha proposto a libertação das duas reféns "por razões humanitárias imperiosas e sem pedir nada em troca", mas que "Israel recusou-se a recebê-las".

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, já negou a acusação, qualificando-a de "propaganda mentirosa".

"Israel continuará a fazer tudo o que for necessário para trazer para casa todos os prisioneiros e pessoas desaparecidas", acrescentou o primeiro-ministro israelita.

A oferta surge quando Israel e o Hamas entram no seu 16.º dia de guerra em Gaza e depois de as autoridades israelitas terem informado no sábado que as milícias palestinianas mantêm 210 pessoas em cativeiro.

Os raptos continuam a suscitar protestos de famílias e israelitas, exigindo a libertação imediata dos reféns, que incluem mulheres, idosos e cerca de 30 menores.

Segundo Israel, a maioria dos reféns está viva.

Na sexta-feira, o Hamas libertou duas reféns americanos por "razões humanitárias", com a mediação do Qatar, que parece continuar envolvido em contactos indiretos entre Israel e o grupo.

As duas libertadas eram uma mãe e uma filha com cidadania americana que foram libertadas "para provar ao povo americano e ao mundo que as alegações feitas" pela administração de Joe Biden contra o Hamas "eram falsas", segundo o grupo extremista.

Na quarta-feira, o grupo divulgou a primeira prova de vida de um refém, um vídeo em que a israelo-francesa Mia Schem, de 21 anos, era vista e ouvida a dizer que estava bem e que queria ir para casa, enquanto alguém lhe tratava de uma ferida no braço.

Pouco depois, num outro vídeo, Abu Obeida ofereceu-se para libertar os reféns com passaportes estrangeiros - muitos são israelitas com uma segunda nacionalidade - que disse considerar seus "convidados".

Os mais de duzentos reféns detidos pelas milícias palestinianas em Gaza foram raptados durante o ataque do Hamas ao território israelita, em 7 de outubro, dando início a uma guerra que já vai na terceira semana.

O conflito já matou mais de 1.400 pessoas em Israel - a maioria civis - e pelo menos 4.469 pessoas em Gaza, em consequência dos bombardeamentos israelitas, segundo o Hamas.

Lusa

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