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10 junho: Comunidade no Reino Unido uma das mais diversas da diáspora portuguesa

JM-Madeira

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Data de publicação
09 Junho 2022
14:36

A comunidade portuguesa do Reino Unido com a qual o Presidente da República vai celebrar o Dia de Portugal no estrangeiro, na sexta-feira, é a segunda maior da Europa e também uma das mais diversas de toda a diáspora.

Formada por cerca de 400 mil pessoas, de acordo com os dados do Sistema de Registo de cidadãos da União Europeia, mais de metade chegou depois de 2010, em grande parte resultado da vaga de emigração causada pela crise financeira da dívida soberana.

Números do Ministério do Trabalho britânico mostram que cerca de 226.000 portugueses registaram-se entre 2011 e 2019 na Segurança Social, um requisito obrigatório para poder trabalhar ou ter apoio social.

O fluxo desacelerou bastante depois do referendo que ditou o ‘Brexit’, em 2016, e quase estancou desde 2020 devido às limitações de circulação durante a pandemia covid-19 e após a entrada em vigor, em 2021, de novas regras mais rígidas para a imigração.

Inicialmente dominada por madeirenses que se mudaram para o Reino Unido para trabalhar no setor dos serviços, como turismo e restauração, a comunidade é atualmente mais variada em termos de naturalidade e de dispersão geográfica pelo país.

Com base nas inscrições consulares, 40% dos emigrantes portugueses no país nasceram em Portugal e 17-18% são lusodescendentes, ou seja, nascidos no Reino Unido, adiantou à Agência Lusa a cônsul-geral em Londres, Cristina Pucarinho.

No entanto, quase um quarto do total, entre 24-25%, são naturais de países lusófonos, como Brasil, Angola ou Timor-Leste, e 18%, nasceram na Ásia, essencialmente na Índia.

Isto é resultado de a lei permitir que descendentes de cidadãos portugueses nascidos nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), nas antigas colónias de Goa, Damão e Diu e que timorenses nascidos antes da independência em 2002 possam obter a nacionalidade portuguesa.

"Um fenómeno mais recente são os portugueses da Venezuela de origem madeirense, que têm aqui familiares e amigos e que transitam pela Madeira, mas acabam por se fixar no Reino Unido, na área de Londres ou na ilha de Jersey", revelou a cônsul.

A maior parte da diáspora portuguesa no Reino Unido está concentrada na área metropolitana de Londres, cerca de 40%, e a restante está dispersa pelo resto do país, com alguns focos na região de Anglia (costa este de Inglaterra), Ilhas do Canal (Jersey e Guernsey), Leicester, Manchester, Birmingham, País de Gales, Irlanda do Norte e Escócia.

Em termos de atividade profissional, existem portugueses em todos os setores de atividade, desde a agricultura, construção civil e manufatura a serviços como limpezas, finança ou arquitetura ou ainda em áreas como as artes, desporto, ciência e ensino superior.

Embora nos últimos anos tenham emigrado para o Reino Unido muitos profissionais altamente qualificados, como enfermeiros e médicos, as estatísticas britânicas indicam que a maioria dos cidadãos portugueses no Reino Unido têm qualificações médias, isto é, apenas completaram o ensino secundário.

Em geral, diz Cristina Pucarinho, a imagem dos portugueses no Reino Unido é positiva e gradualmente está a tornar-se mais visível, com sete autarcas eleitos nas eleições locais de maio.

"A comunidade portuguesa está bem integrada, sente-se bem no Reino Unido, sente-se bem acolhida e é reconhecida", garante.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai estar na capital britânica de 10 a 12 de junho por ocasião das celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, juntamente com o primeiro-ministro, António Costa, e outros membros do Governo.

Quando assumiu a chefia do Estado, em 2016, o chefe de Estado iniciou em articulação com o Executivo um modelo inédito de duplas comemorações do 10 de Junho, primeiro em Portugal e depois junto de comunidades portuguesas no estrangeiro.

Em 2016 o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas foi celebrado entre Lisboa e Paris, em 2017 entre o Porto e o Brasil, em 2018 entre os Açores e os Estados Unidos da América e em 2019 entre Portalegre e Cabo Verde.

Lusa

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