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Jorge Moreira da Silva defende novo modelo de financiamento às regiões autónomas

JM-Madeira

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Data de publicação
19 Maio 2022
12:37

Jorge Moreira da Silva, candidato à sucessão de Rui Rio na liderança do PSD, reuniu esta manhã com os deputados sociais democratas na Assembleia Regional.

No final, relevou não saber se conseguiu convencer militantes da região em votar nele, numa fase em que a Comissão Política Regional expressou já o seu apoio público a Luís Montenegro, o outro candidato, mas exaltou um ‘capital acumulado’ junto da Madeira que, no seu entender, jogará a seu favor.

"Tem que perguntar diretamente a eles a vantagem quando as pessoas têm uma relação à prova de bala com uma região, em que não precisamos de fazer prova de vida com promessas feitas à última hora. Eu tenho 33 anos de resultados entregues à Região e quanto apresentei novas formas de financiamento, isso foi visto de fora credível, porque vem de alguém que esteve sempre ao lado da região nos momentos mais fáceis, mas em especial nos momentos mais difíceis", conforme ripostou, quando questionado sobre o assunto.

Jorge Moreira da Silva diz, então, ter apresentado um novo modelo de financiamento da República à Região e, "registei com imenso agrado que esta agenda de aprofundamento das autonomias regionais de inovação nos mecanismos de financiamento, que foi muitíssimo bem acolhida pelos deputados, porque verificaram que na minha posição existe um fator de valorização da região que estou certo será bem interpretado pelos militantes, quando votarem a 28 de maio".

Especificando, "não podemos estar sempre a olhar para Região como uma entidade a quem se deve dar apoio em função da lista de reivindicações que vai apresentando. Acho que temos uma relação muito desequilibrada nessa relação entre a República e a Região".

Destacou, por isso, que "a Madeira faz parte da solução nacional. É muito pela Madeira e pelos Açores que grandes vantagens podem ser conferidas para o todo nacional e chegou a altura de financiarmos as regiões de uma forma que não só as compense pelas dificuldades que resultam da ultraperiferia, mas também pelo ativo notável que representam para o crescimento do desenvolvimento de Portugal".

Ou seja, "os madeirenses estão em nosso nome, em nome daqueles que somos portugueses, a tratar de ativos que são significativos e sobre os quais não estão a ser devidamente compensados. A Floresta Laurissilva, a orla costeira, as Selvagens, todos os ecossistemas muito relevantes que aqui estão".

E, assim sendo, "chegou a altura de financiar a Região pelos serviços que presta na proteção e na valorização do capital natural".

E partilhou também que defende "a eliminação, de uma vez por todas, da figura de Representante da República e o "reforço do poder legislativo do Parlamento Regional"

David Spranger

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