Miguel Castro, do Chega, acredita que o impasse vivido em torno da eleição de José Manuel Rodrigues, para a presidência do Parlamento, foi “a democracia a funcionar pela primeira vez em 48 anos.”
E está disponível para o diálogo, mesmo que seja com Miguel Albuquerque. “O Chega não aceita Miguel Albuquerque. Mas ele foi indigitado, tomou posse, e é uma coisa que não podemos impedir. Agora o que queremos ver é o programa do governo e depois, se acontecer, o orçamento também. Tem de haver diálogo com todas as forças partidárias. Sempre dentro do Parlamento e não nos corredores do poder. Defendemos essa transparência”, acentuou.
Relativamente à tomada de posse, vincou que ao Chega “não bastam os discursos”. “O que queremos ver é, se efetivamente este Governo for avante, se vai implementar todas as medidas que apresentou neste discurso. As medidas que foram apresentadas são bandeiras transversais a todos os partidos da Assembleia Regional, o problema é que depois o partido que governa floreia medidas que encantam o povo, mas depois não as implementa”, argumentou.
Nesse sentido garante que o Chega vai “forçar para que as medidas sejam implementadas de forma que exista uma reforma estrutural na sociedade madeirense” e enunciou algumas prioridades: “Combate à corrupção é determinante. Defendemos que o partido mais votado, o PSD, deveria ser o primeiro a viabilizar uma auditoria externa às contas da Região, que trouxesse ao de cima todas as suspeitas que a sociedade madeirense tem; A criação de um gabinete externo, que tivesse acesso a todos os contratos de governação, para garantir maior transparência; A redução do IVA no primeiro escalão, mas achamos que é pouco e pode ser mais profunda”.