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Artigo de Opinião

Advogado

4/06/2024 08:00

O PSD Madeira ganhou as eleições com maioria relativa, a ver vamos se consegue ser Governo e ultrapassar o teste difícil de fazer aprovar o orçamento.

Este partido tornou-se num partido de inspiração liberal, se bem que acolhe gente de todos os quadrantes ideológicos. As ideias para a Madeira são pouco inovadoras, não pretendendo resolver o problema da pobreza extrema vivida na Ilha, da falta de habitação, e da fixação dos preços nos bens de primeira necessidade.

Também não se vislumbra uma baixa de impostos, essencialmente do IVA, o que daria algum folgo aos comerciantes e à população em geral. Não dá resposta as baixas reformas e ordenados parcos, com os consonantes complementos.

O PSD Madeira acabou por eleger 19 deputados, num universo de 47 deputados, sendo que para obter a maioria seriam precisos 24 deputados, ou seja, mais 5 deputados.

Tendo o PS Madeira se aliado ao JPP, os dois partidos perfazem 20 deputados, o que significa que para o PSD Madeira governar com maioria precisa automaticamente do CHEGA, que elegeu 4; e de mais um partido, seria uma situação única na Madeira com 3 partidos a governar.

O JPP é um partido de protesto que não tem uma linha ideológica e sobrevive de Santa Cruz, e dizem as más-línguas que os apoiantes de Manuel António votaram no JPP, como sucedâneo de um PSD Madeira renovado.

Dizem também as más línguas que os ex-socialistas que estão à frente do JPP reviram-se mais no PS Madeira de Paulo Cafôfo, que perde cada vez mais a sua esfera de influência, evaporando-se a sede de mudança, vivendo-se agora a vanidade dos Cafofianos, que são um grupo sem grande identidade que vive da imagem do seu líder, que encostou alguns valores do PS Madeira às boxes, em detrimento dos mesmos que controlam a máquina partidária há mais de 20 anos e são sempre eleitos deputados pelo PS Madeira.

Existe pouca alternativa à direita e temos uma oposição fraca, vazia de quadros e sem independentes à séria.

O CDS-PP elegeu 2 deputados, foi mais do que se estava à espera, no velhinho CDS, que passou duma democracia cristã conservadora para um partido militado por liberais, e que saneou todos os democratas cristãos do seu partido.

A IL obteve um deputado, é sinal que não está a crescer apesar das ideias inovadoras, mas a meu ver pouco sustentadas na realidade, e apoiadas num projecto que quer destruir o Estado Social.

O PAN foi uma surpresa total uma vez que no último Governo traiu os seus principais princípios e cooperou com a direita pouco ecologista e defensora dos animais, para perpetuar o PSD Madeira no poder.

Fora da Assembleia estão o PCP e o Bloco de Esquerda, talvez reféns de um discurso repetitivo e pouco inovador, para além da aposta nos candidatos, ter sempre as mesmas caras como força motriz para a salvação duma esquerda que se diz pura, mas que não consegue encontrar o reconforto do voto.

É certo que os reformados e pensionistas, bem como as micro e pequenas empresas saem a perder com esta falta de representação, mas as coisas são o que são e as estratégias têm de mudar principalmente no PCP que tem uma estrutura mais densa e organizada que o Bloco de Esquerda, que conhecemos como um partido que se dedica à discussão de causas fracturantes, e que tenta defender as minorias injustiçadas; ultimamente tem-se dedicado à luta da habitação, mas talvez com propostas pouco realistas e que vêm apenas no público a salvação para tamanha tragédia.

A meu ver a Madeira sempre foi e continuará a ser conservadora e de direita, terra de famílias endinheiradas que vivem à custa de um povo que sofre, mas que não tem coragem de fazer uma mudança.

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