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Artigo de Opinião

23/03/2022 08:00

Ficou claro que a unidade propalada era mais um desejo do que uma realidade palpável.

Nem deu tempo para que o novo presidente socialista fosse empossado e já estava a vidraça da montra a estilhaçar.

Nem deram tempo para que um novo líder socialista diga três coisas e já se colocaram no espaço mediático novos protagonistas da desordem.

Desde anteriores dirigentes até pessoas menos notáveis, mas com espaço e palco público, tivemos de tudo.

Porém, de entre todas essas incontidas vontades de darem conta de si, a mais inesperada, ou talvez não, foi a entrevista dada por Paulo Cafôfo.

Confesso que não esperava que o líder que se demitiu porque se assumia como alguém diferente na política, que se dizia como tendo um outro modo de estar perante os cargos, fosse tão rapidamente traído por si próprio.

Nessa entrevista estão presentes todos os sinais do arrependimento, por ter tido a precipitação de anunciar a sua demissão.

Todos os sinais do ressentimento e dos ajustes de contas que lhe estavam atravessados e que aproveitou para exibir nessa entrevista, mostram como a eleição de Sérgio Gonçalves, novo líder do PS/Madeira, foi apenas um intervalo na velha e costumeira teia de pequeninos ódios e bulhas que são a essência do socialismo regional.

O líder que se tinha afastado por ser fiel a dados princípios pelos quais se regia, rapidamente regressa aos lugares, assumindo a presidência da comissão regional do PS.

Rapidamente se apresenta como protagonista nesta entrevista, três dias depois do seu sucessor ter sido empossado no congresso.

Faz com que tudo o que foi propalado pelo novo líder caia por terra, deixando claro como tudo foi orquestrado para que os mesmos continuem a "mandar" no PS/Madeira, parecendo que a renovação impera.

Uma nota para as minudências a que se agarra Paulo Cafôfo. O exemplo que vai buscar, da compra de uma viatura para o Funchal. O homem que anda de lambreta sabe bem que o carro comprado é por si criticável. Mas quando é confrontado pelo entrevistador com o facto de Célia Pessegueiro ter um exatamente igual, responde não saber qual é.

No mínimo ridículo, mas elucidativo quanto à necessidade de exibir pequeninos ódios e vinganças recalcadas.

Fica bem percebido como está pacificado o PS/Madeira.


Post scriptum: ficou bem patente a importância e atenção que o PS de António Costa deu a este congresso. O líder nacional do partido não quer ser mais uma vez conotado com a click que aqui manda. Já lhe bastou os saltos num palco em Machico que não deram em nada. Mandou figura de segunda linha.

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