MADEIRA Meteorologia

Ucrânia: Kremlin espera que Kiev assuma "situação real" e aceite negociar

JM-Madeira

JM-Madeira

Data de publicação
26 Maio 2022
13:23

A Rússia espera que a Ucrânia tome consciência da "situação real" que foi criada no terreno e aceite assim as exigências de Moscovo para negociar um cessar-fogo, disse hoje o Kremlin (Presidência russa).

"Moscovo espera que Kiev aceite as suas exigências e tome consciência da situação real, da situação de facto no terreno", disse o porta-voz presidencial russo, Dmitri Peskov, no seu briefing diário à imprensa.

O representante do Kremlin respondia a uma pergunta sobre as recentes declarações do antigo secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger sobre a situação na Ucrânia e as expectativas de Moscovo.

Anteriormente, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, rejeitou a ideia apresentada por algumas figuras políticas ocidentais, incluindo Kissinger, de ceder território à Rússia a fim de alcançar a paz.

O líder ucraniano criticou as observações de Kissinger no Fórum Económico Mundial de Davos, na Suíça, que sugeriu na terça-feira que as conversações de paz deveriam visar a criação de fronteiras ao longo da "linha de contacto" na conturbada região do Donbass (leste da Ucrânia), tal como existia antes da intervenção militar russa.

O antigo secretário de Estado dos Estados Unidos acrescentou: "As negociações devem começar dentro dos próximos dois meses antes de criarem perturbações e tensões que não serão facilmente ultrapassadas. Idealmente, a linha divisória deveria ser um regresso ao ‘status quo’ anterior".

"Continuar a guerra para além desse ponto não significaria liberdade para a Ucrânia, mas uma nova guerra contra a própria Rússia", observou Kissinger.

A Rússia exige que a Ucrânia aceite a independência da península da Crimeia, anexada em 2014, e das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk.

A ofensiva militar lançada na madrugada de 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas de suas casas - mais de oito milhões de deslocados internos e mais de 6,6 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

Segundo a ONU, quase 4.000 civis morreram e mais de 4.500 ficaram feridos na guerra, que hoje entrou no seu 92.º dia, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores e só serão conhecidos quando houver acesso a cidades cercadas ou a zonas até agora sob intensos combates.

Lusa

OPINIÃO EM DESTAQUE

HISTÓRIAS DA MINHA HISTÓRIA

22/05/2026 07:30

Após o meu último texto, publicado neste espaço, em que discorri sobre as várias significações que atribuímos ao número sete, não pude deixar de pensar...

Ver todos os artigos

88.8 RJM Rádio Jornal da Madeira RÁDIO 88.8 RJM MADEIRA

Ligue-se às Redes RJM 88.8FM

Emissão Online

Em direto

Ouvir Agora
INQUÉRITO / SONDAGEM

Acha que Portugal não devia participar na Eurovisão, em protesto pela presença de Israel?

Enviar Resultados
RJM PODCASTS

Mais Lidas

Últimas