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Israel: ONU quer investigação a alegações de violência contra palestinianas

Data de publicação
19 Fevereiro 2024
18:53

Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas pediram hoje uma investigação independente sobre alegações de violência, incluindo violência sexual, contra mulheres palestinianas alegadamente realizadas por israelitas, que Telavive já negou, descrevendo as acusações como “desprezíveis e infundadas”.

Os especialistas expressaram preocupação com “alegações credíveis de graves violações dos direitos humanos” contra mulheres palestinianas na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, reportando relatos de que mulheres e meninas foram “executadas arbitrariamente em Gaza, muitas vezes com membros das suas famílias, incluindo os seus filhos”.

“Estamos chocados com relatos de mulheres e crianças palestinianas que foram deliberadamente alvejadas e executadas extrajudicialmente” enquanto essas pessoas “procuravam refúgio ou fugiam”, denunciaram os especialistas.

Os peritos independentes - nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas que não representam a ONU - também apontam para a “detenção arbitrária de centenas de mulheres e raparigas palestinianas”, incluindo defensores dos direitos humanos, ativistas e jornalistas, desde o ataque sem precedentes em 07 de outubro pelo Hamas em solo israelita.

De acordo com especialistas da ONU, muitas das detidas foram alegadamente submetidas a “tratamentos desumanos e degradantes”, incluindo espancamentos severos, e foram-lhes negados pensos higiénicos, alimentos e medicamentos.

Os especialistas expressam especial preocupação com relatos de “múltiplas formas de agressão sexual”, incluindo a violação de pelo menos duas mulheres detidas, enquanto outras foram “despidas e revistadas por oficiais do exército israelita do sexo masculino”.

Os especialistas apelam a uma “investigação independente, imparcial, rápida, completa e eficaz” sobre as alegações, instando Israel a cooperar.

A representação israelita na ONU em Genebra rejeitou as acusações, dizendo que os especialistas foram “motivados pelo seu ódio por Israel, e não pela verdade”.

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