Imagens de Lisboa no lançamento pela Apple de nova geração de iPhone e iPad

Lusa

A Apple lançou hoje os novos modelos de ‘smartphones’, ‘tablets’ e relógios digitais, usando imagens da cidade de Lisboa para algumas demonstrações das funcionalidades dos aparelhos

“Que série de anúncios espetaculares”, saudou o diretor-executivo da gigante de tecnologia, Tim Cook, no fim do evento, que foi transmitido ‘online a partir do Apple Park na Califórnia (EUA), sem público devido ao contexto pandémico.

Para apresentar alguns dos novos aparelhos, como o iPhone 13 e o iPad, a empresa utilizou vídeos gravados no centro da cidade de Lisboa, bem como na Ponte Vasco da Gama, na Aula Magna e no Museu da Marinha.

O evento pôde ser acompanhado no ‘site’ na Internet da Apple, como também no YouTube e na Apple TV, às 18:00 (hora de Lisboa).

No evento “California Streaming”, a Apple apresentou o seu novo ‘smartphone’ iPhone 13, que tem um design semelhante ao do ano passado, mas com melhorias na câmara, capaz de capturar até 47% mais luz em condições de pouca luminosidade.

O novo iPhone vai estar disponível numa versão de 6,1 polegadas e numa mais pequena, o Mini, de 5,4 polegadas, começando pelos preços de 799 dólares (cerca de 676,24 euros) e 699 dólares (cerca de 591,60 euros), respetivamente, nos modelos de 128 gigabytes.

A câmara possui uma lente de 12 megapixels com uma abertura de 1,6 e uma ultra grande angular também de 12 megapixels com uma abertura de 2,4, bem como um campo de visão de 120 graus e tecnologia de estabilização de movimento melhorada.

No caso das versões topo de gama, a 13 Pro (começando em 999 dólares (cerca de 846 euros) e a 13 Pro Max (a começar com o preço de 1099 dólares (cerca de 931 euros)), é acrescentada uma terceira lente (teleobjetiva), como no iPhone 12, e o ecrã pode reproduzir numa frequência de 120 Hertz (Hz).

O ecrã é mais brilhante com a tecnologia Super Retina XDR.

Todos os modelos do novo ‘smartphone’ têm o processador A15 Bionic e a duração da bateria aumentada, com uma autonomia entre 1,5 e 2,5 horas a mais (dependendo da versão) do que o modelo de 2020.

Outra novidade é o modo cinematográfico para gravação de vídeo, que permite mudar o foco automática ou manualmente de um assunto em primeiro plano para outro, dependendo da ação, gerando um efeito semelhante ao dos filmes.

Também, o iPhone 13 Pro é o primeiro ‘smartphone’ da Apple a poder atingir a capacidade de armazenamento de 1 terabyte, que até agora estava apenas reservado para os iPads.

Os novos ‘smartphones’ vão disponíveis a partir de 24 de setembro.

Ao contrário de 2020, com a introdução do 5G, as melhorias técnicas da nova geração de aparelhos da Apple não incluem nenhuma alteração fundamental.

“Outro evento anual para atualizações sem muitas surpresas”, tuitou Gene Munster, da Loup Funds.

A Apple também apresentou o seu novo modelo do relógio inteligente, Apple Watch Series 7, com uma tela maior do que a versão anterior, garantindo 50% mais de espaço para texto.

A empresa de tecnologia norte-americana redesenhou a interface do utilizador com botões maiores, a margem do ecrã é de apenas 1,7 milímetros e a bateria carrega 30% mais rápido que o modelo Series 6, com uma autonomia de 18 horas.

No evento anual da Apple, foram também apresentados o novo iPad, com o processador A13 Bionic e uma câmara frontal de 12 megapixels, e o novo iPad Míni, a versão mais pequena daquele ‘tablet’.

A empresa com sede em Cupertino, na Califórnia, abriu a apresentação dos novos aparelhos com estas duas novidades, em que o principal protagonista foi o iPhone 13.

Na segunda-feira, a Apple revelou que resolveu uma falha de sistema que deixava telemóveis iPhone e outros dispositivos vulneráveis ao software-espião Pegasus, da empresa israelita NSO.

A falha foi detectada por investigadores do Citizen Lab, que descobriram que o iPhone de um ativista saudita havia sido infectado via iMessage, o sistema de mensagens da Apple.

De acordo com esta organização de segurança na internet da Universidade de Toronto, o Pegasus tem explorado esta vulnerabilidade "desde pelo menos fevereiro de 2021".