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Luso-americano que sonha ser “Cristiano do rap” prepara lançamento de trabalho duplo

Data de publicação
19 Fevereiro 2024
16:09

O músico luso-americano Magïn, que em 2022 foi nomeado para um prémio International Portuguese Music Awards, está a preparar na Califórnia o lançamento de um trabalho duplo, que deverá sair em duas fases até ao verão.

“É um projeto do tipo disco um e disco dois”, disse à Lusa o artista luso-americano, referindo que o primeiro será intitulado “Magïn Mixtape”. “A ideia é voltar às minhas raízes do rap”, indicou o músico, Brian Magina, cujo nome artístico é uma variação do seu apelido.

“Eu quero ser o Cristiano do rap. Não vou parar”, assegurou. “Quero fazer rap e dizer coisas que vale a pena ouvir mais que uma vez”.

A segunda parte do trabalho estará ligada ao Mundial de Futebol que vai acontecer na América do Norte em 2026, com jogos nos Estados Unidos, Canadá e México.

“Eu cresci a jogar e a ouvir a banda sonora do FIFA”, disse, referindo a popular série de videojogos produzida pela EA Sports. “Estou a criar a minha própria banda sonora para a FIFA”.

É essa a base da segunda parte do trabalho, o décimo da sua carreira, cujo intuito é lançar o músico para uma nova fase.

Na Califórnia, Magïn tem atuado em eventos da comunidade portuguesa, sendo o mais recente a primeira noite Lisbon Lounge em Los Angeles, criada pelo DJ português Roger Milan, que está radicado na Califórnia há uma década.

Fluente na língua portuguesa, as suas músicas misturam português e inglês e por vezes incluem espanhol, devido à influência da comunidade hispânica na cidade do norte da Califórnia onde Magïn cresceu.

“Sempre fui diferente e sempre usei três línguas, a cantar em português e inglês com um bocadinho de espanhol”, explicou. “O rap é um pouco olhado de lado na nossa cultura”, considerou. “A nossa cultura é mais elegante. Eu sempre me movi entre esses dois mundos, a elegância dos livros e o cinzento das ruas”.

Licenciado em Gestão de Música e Comunicação, Magïn é filho de açorianos da ilha Terceira que emigraram para o vale de São Joaquim, na Califórnia, há várias décadas.

“Eu já aprendi a nossa cultura a partir da vista da Califórnia”, sublinhou. “Já nasci cá, então a minha visão da herança é luso-americana da Califórnia”.

A mistura de culturas em Stockton, onde cresceu, ofereceu-lhe uma visão que considera única. “Acho que ofereço uma perspetiva muito diferente, mas inclusiva, à nossa comunidade”, indicou.

“Quero poder ter uma ligação com todos os luso-americanos, com todos os portugueses, todos os que têm uma conexão com a herança e falam a língua”, disse.

A sua primeira paixão foi, tal como a de muitos portugueses, jogar futebol. “Sempre joguei à bola e pensava que ia ser o Cristiano”, gracejou. Agora, aos 31 anos, olha para o craque madeirense como inspiração para a sua música.

“Tenho uma paixão pela vida e pelo processo de escrita”, afirmou, referindo que o mercado é hoje muito diferente do que era há dez anos, quando começou a lançar música, mas isso não o desmotiva.

“Ou arranjamos desculpas ou arranjamos soluções, e eu sempre fui alguém orientado para as soluções”, disse.

Nas suas canções, quer falar da sua história pessoal, mas também lançar temas mais abrangentes. “Falar sobre as histórias dos outros, dos que não têm voz, ou não sabem como dizer as coisas, e têm medo de perder amigos ou familiares”.

Em 2022, a sua canção “Cala a boca” recebeu uma nomeação na categoria Rap/Hip-Hop dos International Portuguese Music Awards (IPMA), catapultando Magïn no panorama global da música luso-americana.

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