Andebol 1: FC Porto desorienta Benfica e põe uma mão no bicampeonato

LUSA

O FC Porto ficou hoje mais próximo de revalidar o título de campeão nacional de andebol, ao isolar-se na liderança com uma vitória na receção ao Benfica, por 32-28, em encontro da 28.ª e antepenúltima jornada do campeonato.

No Dragão Arena, no Porto, os campeões nacionais já se impunham ao intervalo por 19-15 e mostraram uma consistência irrepressível durante 60 minutos, subjugando o único rival que lhes tinha negado a invencibilidade na prova (derrota por 33-36, à 13.ª ronda).

O croata Ivan Sliskovic cotou-se como o melhor marcador do jogo, ao abrilhantar a sua derradeira partida em casa ao serviço dos ‘azuis e brancos’ com sete golos, enquanto Alexis Borges e o alemão Ole Rahmel, ambos com seis, sobressaíram pelas ‘águias’.

O FC Porto subiu à liderança isolada, com 82 pontos, e ficou a um empate de garantir o terceiro campeonato nas últimas quatro temporadas - a prova foi cancelada em 2019/20, devido à pandemia de covid-19 -, uma vez que dispõe de vantagem no confronto direto face aos rivais Benfica, segundo, com 80 (mais um jogo), e Sporting, terceiro, com 79.

O derradeiro duelo entre ‘grandes’ na prova iniciou com ataques rápidos e letais nos dois extremos do campo, que geraram diversas igualdades até aos 17 minutos (10-10), antes de os ‘dragões’ começarem a evoluir na marcha do marcador em inferioridade numérica.

Um livre de sete metros desperdiçado por Petar Djordjic e ‘falhanços’ de Lazar Kukic e Alexis Borges perante Nikola Mitrevski confundiram as ‘águias’ durante as exclusões de Pedro Valdés e Victor Iturriza, pautadas com três golos seguidos do FC Porto (13-10).

Já com o ‘sete’ recomposto, os pupilos de Magnus Andersson prosseguiram organizados sem bola e foram castigando o desacerto ofensivo do Benfica com vantagens de quatro golos (15-11, 16-12, 17-13 e 18-14), diferença fixada no final do primeiro tempo (19-15).

Gustavo Capdeville substituiu Sergey Hernández no regresso dos balneários e a equipa de Chema Rodríguez ainda conseguiu diluir a distância para metade (20-18), mas os ‘dragões’ demoraram pouco a recuperar pujança e dispararam outra vez na contagem.

Fruto de um parcial de 5-1, no qual combinou remates de longe com chegadas aos seis metros, o FC Porto entrou nos últimos 20 minutos com seis tentos à maior (25-19), que seriam preservados com ajuda da frieza de Pedro Cruz em dois livres de sete metros.

A investida na estratégia de ‘sete para seis’ teve efeitos indesejados para o Benfica, que esbarrou nas defesas de Nikola Mitrevski, acumulou perdas de bola e abriu caminho às transições fatais dos nortenhos, que ganhavam por nove golos (31-22), aos 48 minutos.

Visivelmente afetados, os ‘encarnados’ ainda se esforçaram para devolver o resultado à diferença observada ao intervalo (32-28), numa altura em que os ‘dragões’ já concediam minutos aos jogadores menos utilizados, sentindo o bicampeonato ao virar da esquina.