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Elmano Santos afirma respeitar decisão judicial, mas garante disponibilidade no próximo ato eleitoral "para tornar a AFM uma instituição credível"

JM-Madeira

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Data de publicação
30 Maio 2022
8:33

Elmano Santos, candidato às eleições na AFM, cuja candidatura exigia em tribunal a destituição de Rui Marote alegando a lei da limitação de mandatos, afirmou ontem respeitar "aquela que foi a vontade dos clubes e as decisões judiciais", mas prometeu voltar no próximo ato eleitoral "para de uma vez por todas possamos tornar a AFM uma instituição credível e interventiva e com dirigentes capazes de promover o desenvolvimento das modalidades sob a sua alçada".

Esta posição foi anunciada numa publicação feita na sua página oficial criada aquando da candidatura da sua lista aos Órgãos Sociais da Associação de Futebol da Madeira, para o quadriênio 2020-2024.

"Chegou ao fim esta nossa aventura de mexermos com interesses instalados por quem detém o poder há 40 anos. Após diferentes instâncias se terem pronunciado de forma diferente sobre a mesma questão, o Supremo Tribunal Administrativo veio clarificar que: A LIMITAÇÃO DE MANDATOS NÃO SE APLICA ÀS ASSOCIAÇÕES", começou por afirmar o responsável, ao mesmo tempo que não deixou de levantar dúvidas e questões sobre o sucedido.

"Nem a lista vencedora acreditava neste desfecho, caso contrário não tinha utilizado uma série de procedimentos (para não lhe chamar outra coisa) que visavam afastar-nos desta disputa, como se estivéssemos a cometer algum crime ou tivéssemos que pedir autorização a alguém. Inclusive, algumas associações estão a cumprir com a limitação de mandatos sem que sejam obrigadas (se for por questões de princípio, então tiro-lhes o meu chapéu)", continuou Elmano Santos, que recorda que, "suportados pela maioria dos clubes (não a maioria dos votos)", recorreram das decisões dos órgãos da AFM, "mantendo-nos sempre discretos, procurando não prejudicar o trabalho que a AFM deveria ter feito em prol do futebol e futsal regional."

Não obstante a decisão final, Elmano Santos apontou "os méritos" da ação da sua lista.

"Para além desta clarificação (limitação de mandatos) estas nossas ações tiveram também o mérito de dar a conhecer o caótico estado financeiro da AFM com dívidas à banca, com o complexo de Gaula ainda por resolver, sem falar das dívidas à FPF que impedem o recebimento de apoios que seriam importantes para o desenvolvimento do futebol feminino e do futsal entre outros e que põem em causa a sua sustentabilidade financeira. Isto para não falar das responsabilidades pessoais de alguns dirigentes, que os faz agarrarem-se ao poder que nem lapas e dos processos de investigação em curso por eventuais irregularidades a diversos níveis", referiu, reconhecendo, contudo, que "agora, resta-nos esperar que o caderno eleitoral apresentado pela AFM seja cumprido, que os dirigentes apareçam a dar a cara nas reuniões e nos recintos desportivos, tal como o fizeram na altura das eleições, fazendo com que o futebol e o futsal regional possam crescer e desenvolver-se".

"No entanto, pelo que temos assistido, duvidamos que isso aconteça, pelo que podem contar connosco no próximo ato eleitoral (seja lá quando ele for) para de uma vez por todas possamos tornar a AFM uma instituição credível e interventiva e com dirigentes capazes de promover o desenvolvimento das modalidades sob a sua alçada", comprometeu-se o ex-candidato, que deixa um agradecimento especial aos clubes que o apoiaram.

"Voltaremos a ver-nos em 2024/25. Agora vamos concentrarmo-nos noutros projetos, respeitando aquela que foi a vontade dos clubes e as decisões judiciais", concluiu.

Edna Baptista

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