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IL diz que é “necessário ação” para combater listas de espera na saúde

Data de publicação
28 Novembro 2023
18:54

A Iniciativa Liberal realça a necessidade de haver mais celeridade na questão das listas de espera na saúde, mas também releva que é imperativa uma maior ação.

“Em meados do mês ficámos a saber que, entre Janeiro e Outubro, saíram das listas de espera 9.385 madeirenses, por verem o acto que esperavam ter sido atendido. São, sem qualquer dúvida, boas notícias. Mas tudo tem uma face negra, e houve 413 dos nossos que saíram das listas porque desistiram, já não reúnem os critérios ou porque faleceram. No entanto, 18.384 utentes aguardavam por uma cirurgia, sendo que o número é superior ao do ano passado. A análise dos números, que só por coincidência saíram no dia em que o Sr. Secretário da tutela defendia no Parlamento Regional o Programa de Governo, diz-nos que continua tudo praticamente na mesma, ou pior. Por mais que se manuseiem os dados. Quase 118 mil actos médicos em lista de espera”, começa por enquadrar a Comissão Coordenadora da Iniciativa Liberal Madeira.

“Não nos cansaremos de defender quem tão destratado é. A quantidade de madeirenses à espera de serem atendidos, seja em consultas, seja em cirurgias, seja em exames de diagnóstico, é um sintoma de que o nosso Serviço Regional de Saúde precisa de tratamento. É necessário acção. Acção que melhore a qualidade dos serviços prestados: Gestão Eficiente de Recursos: Implementar um sistema de gestão que acompanhe de perto a utilização de recursos, ajustando escalas de serviço conforme as necessidades. Incluímos aqui a optimização do uso de salas de cirurgia, das camas hospitalares e restantes equipamentos médicos disponíveis; Agendamento Inteligente: Adotar sistemas de agendamento de actos médicos que levem em consideração a capacidade operacional, priorizando os casos mais urgentes. Isto evita aglomerações e garante uma distribuição equitativa dos pacientes numa fita de tempo; Parcerias com o Sector Privado: Estabelecer acordos colaborativos com instituições de saúde privadas, de modo a utilizar os seus recursos. Inclui-se aqui acordos para a transferência de actos médicos e protocolos claros para garantir uma cooperação eficaz; Telemedicina: Introduzir a telemedicina para consultas não presenciais, triagem inicial e acompanhamento remoto. Esta abordagem não apenas reduz as listas de espera, mas também proporciona maior acessibilidade aos serviços de saúde; Redução de “Não Comparecimentos”: Implementar lembretes automatizados de consultas, oferecer opções flexíveis de remarcação e comunicar de forma clara a importância da presença nas consultas para minimizar não comparecimentos e otimizar o uso dos horários disponíveis; Capacitação: Investir na formação contínua das equipas de saúde, enfatizando a eficiência de processos, a comunicação eficaz e o trabalho colaborativo, como forma de agilizar atendimentos; Avaliação Contínua de Desempenho: Realizar análises regulares que permitam identificar afunilamentos e oportunidades de melhoria do sistema. A implementação de recolha de dados e acções corretivas contribuem para um ambiente desaúde mais eficiente; Investimento em Tecnologia: Adotar sistemas de informações integrados que permitam o compartilhamento eficiente de dados entre diferentes áreas da saúde. Isso reduz a duplicação de esforços, minimiza erros e agiliza o atendimento ao paciente. É urgente tratar da saúde da saúde”.

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