MADEIRA Meteorologia

Chega acusa Governo Regional de “insensibilidade e rapina fiscal”

Data de publicação
18 Fevereiro 2024
11:27

Para o CHEGA-Madeira, a “política fiscal de rapina” do governo do PSD não só é “delapida os recursos financeiros dos cidadãos”, como também constitui “um exemplo cimeiro” de que o executivo, ainda liderando por Miguel Albuquerque, com o apoio parlamentar do CDS e do PAN, “orienta-se por prioridades “completamente erradas e adversas ao bem comum”.

Isto porque, segundo o partido faz referência, no ano fiscal de 2023, o Governo Regional da Madeira arrecadou mais cento e quarenta e cinco milhões de euros em receita fiscal do que tinha previsto. O mesmo sucedeu em 2022 e em 2021, quando o executivo madeirense registou receitas fiscais que superaram as previstas nos orçamentos desses anos.

“Em suma, isto quer dizer que os cidadãos madeirenses, sejam eles famílias ou empresas, contribuíram ainda mais para os cofres do governo. Aliás, segundo números oficiais, em cada cem euros arrecadados pelo governo regional, setenta e oito foram através de impostos”, sublinha o partido.

Segundo Miguel Castro, presidente e líder da bancada parlamentar, em apenas oito anos, entre 2015 e 2023, o governo regional aumentou a receita fiscal de 886 milhões de euros para 1,2 mil milhões de euros.

“Se recordarmos que esses oito anos foram anos de crise, percebemos bem que o governo não foi, de todo, sensível às carências e necessidades dos cidadãos, mas até aumentou o peso do governo na vida pública, pois não hesitou em agravar a carga fiscal sobre a população, ficando com verbas que usou a seu belo prazer”, disse.

Focando ainda mais nas receitas arrecadadas pelo governo regional, o líder do CHEGA-Madeira recorda que a tendência verificada na Madeira contraria a registada na República, onde o Estado arrecadou menos 1,3 mil milhões que o previsto, e nos Açores, onde o executivo apenas arrecadou mais 11,7 milhões do que o previsto no orçamento.

Para Miguel Casto, os números revelam a “hipocrisia do PSD, que acusa a República de agressividade fiscal, mas não trata melhor os madeirenses, nem tão pouco usa as ferramentas que o Estatuto Autonómico potencia em matéria de impostos”.

“O PSD está mais interessado em jogos políticos, coligações com os radicais do PAN e lutas de sucessão do que em governar e ajudar as pessoas a ultrapassar os tempos difíceis que se vivem na economia, na habitação, na coesão social, nos serviços públicos e em tantas outras áreas. Aliás, o governo regional nem faz uso do diferencial fiscal que é permitido pelo Estatuto Político-Administrativo para aliviar a vida de quem trabalha, pois, para este PSD, a prioridade não são as pessoas, mas os amigos, as empresas dos amigos e o compadrio”, conclui.

OPINIÃO EM DESTAQUE
Coordenadora do Centro de Estudos de Bioética – Pólo Madeira
11/04/2024 08:00

A finitude da vida é um tema que nos confronta com a essência da nossa existência, levando-nos a refletir sobre o significado e o propósito da nossa passagem...

Ver todos os artigos

88.8 RJM Rádio Jornal da Madeira RÁDIO 88.8 RJM MADEIRA

Ligue-se às Redes RJM 88.8FM

Emissão Online

Em direto

Ouvir Agora
INQUÉRITO / SONDAGEM

Concorda com a mudança regular da hora duas vezes por ano?

Enviar Resultados
RJM PODCASTS

Mais Lidas

Últimas