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Nova reunião entre MAI e estruturas das polícias agendada para 22 de abril

Data de publicação
12 Abril 2024
20:05

O Ministério da Administração Interna vai voltar a reunir-se no dia 22 com as estruturas representativas da PSP e da GNR para negociar a exigência de um suplemento de missão, anunciou o porta-voz da plataforma.

Bruno Pereira, porta-voz da plataforma que congrega 11 sindicatos e associações da PSP e GNR, falava aos jornalistas após sair de uma reunião com a ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, com a presença de todos os sindicatos da PSP e associações da GNR.

O também presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia afirmou que a ministra assumiu que quer “negociar e resolver em primeira linha e em primeira mão a questão do suplemento de missão”.

O sindicalista disse ainda que a ministra considerou esta questão como prioritária.

No entanto, no final da reunião, a ministra da Administração Interna disse que o suplemento de missão para PSP e GNR não é a única prioridade do Governo para as polícias, remetendo uma resposta para as negociações que se iniciam a 22 de abril.

Sobre estas negociações, Bruno Pereira afirmou que espera que a nova ministra “venha com vontade de resolver a questão do suplemento de missão o mais urgentemente possível”.

Para o porta-voz da plataforma, era importante que o Governo apresentasse uma proposta na próxima reunião, uma vez que é o executivo que saberá “mais ou menos a margem orçamental que terá para ir ao encontro das pretensões” dos polícias.

Sem avançar qual o valor do suplemento de missão que os polícias desejam, o presidente do sindicato que representa a maioria dos comandantes e diretores da PSP disse que tem de ser igual ao atribuído aos inspetores da Polícia Judiciária, que em alguns casos chegou a um aumento de cerca de 700 euros.

“É uma questão de igualdade. No mínimo igual ao atribuído à PJ, com a correspondente agilização das diferentes carreiras, mas com um risco e perigosidade igual”.

Sobre a reunião de hoje, Bruno Pereira disse que não estava à espera de “qualquer discussão negocial”, uma vez que foram convocados sindicatos sem representatividade e direito de negociação com o Governo.

Questionado sobre a realização de futuros protestos, afirmou: “Não vamos pensar em novas formas de luta enquanto não se discutir e resolver de uma vez por todas este assunto que já tem quatro meses de discussão”.

O encontro de hoje com os sindicatos da PSP e associações da GNR foi anunciado na quinta-feira pelo primeiro-ministro, na Assembleia da República, no debate sobre o programa do XXIV Governo Constitucional.

Luís Montenegro afirmou então que serão iniciadas conversações com representantes das forças de segurança “com vista a tratar de assuntos relacionados com as carreiras e estatuto remuneratório”.

O programa do Governo refere que será iniciado “com caráter prioritário” um processo para “dignificação das carreiras” e “valorização profissional e remuneratória” dos polícias, sem mencionar o suplemento de missão.

A atribuição de um suplemento de missão aos polícias, idêntico ao que foi atribuído pelo anterior Governo aos elementos da Polícia Judiciária, é a principal reivindicação dos elementos da PSP e da GNR, que protagonizaram vários protestos nos primeiros dois meses do ano.

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