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Ucrânia: Kiev sobe para sete o número de aldeias reconquistadas às forças russas

JM-Madeira

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Data de publicação
12 Junho 2023
21:15

A Ucrânia já reconquistou sete aldeias às forças russas no sul e leste do país desde o fim de semana, no âmbito da contraofensiva em três setores da linha da frente, anunciou hoje o governo ucraniano.

"Sete aldeias foram libertadas", realçou a vice-ministra da Defesa, Ganna Malyar, na rede social Telegram, referindo-se a várias localidades tomadas na região de Zaporijia.

A vice-ministra da Defesa especificou que as aldeias de Lobkovo, Levadne e Novodarivka, perto de Zaporijia, foram reconquistadas, assim como a aldeia de Storozheve, a sul da região de Donetsk.

"A área do território que está sob nosso controlo é de 90 quilómetros quadrados", garantiu, citada pela agência France-Presse (AFP).

O Exército ucraniano tinha destacado hoje ter feito progressos na região de Bakhmut.

Ganna Malyar tinha também divulgado hoje de manhã a reconquista de Storozhov, no leste da região de Donetsk.

Estes anúncios surgem um dia depois de as autoridades ucranianas terem avançado com a reconquista de três outras aldeias a sul da cidade de Velika Novosilke, na região leste de Donetsk.

Trata-se da primeira libertação de territórios ocupados desde o início da ofensiva ucraniana, há uma semana, e dois dias depois do Presidente Volodymyr Zelensky ter admitido, pela primeira vez, que a contraofensiva está em curso.

As palavras de Zelensky seguem-se às do Presidente russo, Vladimir Putin, que afirmou, na sexta-feira, que a grande contraofensiva ucraniana destinada a expulsar as tropas de Moscovo já tinha começado.

Também hoje, o Ministério da Defesa russo insistiu na versão de que as suas tropas repeliram todos os ataques inimigos, nas regiões de Donetsk e Zaporijia, maioritariamente controladas por tropas russas.

Moscovo acrescentou que em três dessas ofensivas na fronteira administrativa entre as duas regiões orientais, as forças ucranianas teriam perdido mais de 120 militares, além de dois tanques e três blindados.

Estas alegações de Moscovo e Kiev não puderam ser verificadas de forma independente, de acordo com a AFP.

O avanço ucraniano ocorre numa altura em que as autoridades de ambos os lados da linha de frente ao longo do rio Dnieper, na região sul de Kherson, aumentam os esforços para resgatar e realocar os civis afetados pelas inundações causadas pela rutura da barragem de Kakhovka na semana passada.

No domingo, as autoridades ucranianas avançaram que três pessoas morreram quando as tropas de Moscovo abriram fogo contra um barco que retirava pessoas de áreas ocupadas pelos russos.

As autoridades ucranianas acusaram as forças russas, que controlavam a área ao redor da barragem, de destruí-la deliberadamente. As autoridades russas culparam os bombardeamentos ucranianos pela sua destruição.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14,7 milhões de pessoas - 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 8,2 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

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