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Líder de Taiwan pede às tropas que mantenham a calma perante ameaças da China

JM-Madeira

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Data de publicação
30 Agosto 2022
15:56

A líder de Taiwan apelou hoje às unidades militares da ilha para manterem a calma, face às manobras militares empreendidas pela China perto do território, apontando que Taipé não vai permitir que Pequim provoque um conflito.

No início deste mês, após a presidente da Câmara dos Representantes norte-americana, Nancy Pelosi, se deslocar a Taiwan - a visita de mais alto nível realizada pelos Estados Unidos à ilha em 25 anos - Pequim lançou exercícios militares numa escala sem precedentes, que incluíram o lançamento de mísseis e o uso de fogo real. Durante quase uma semana, o Exército de Libertação Popular fez um bloqueio marítimo e aéreo de facto ao território.

O Exército chinês envia também quase diariamente aviões e navios de guerra para próximo de Taiwan.

A líder de Taiwan, Tsai Ing-wen, disse que a ilha deve permanecer contida, apesar da pressão diária exercida pela China.

"Quanto mais provocadores os soldados inimigos são, mais estáveis devemos manter-nos. Não permitiremos que, nas margens opostas, fabriquem um conflito com uma desculpa inadequada", afirmou Tsai, numa visita à estação da marinha em Penghu, um arquipélago de várias dezenas de ilhas na costa oeste de Taiwan.

Tsai Ing-wen também inspecionou um esquadrão de radares, uma empresa de defesa aérea e uma frota da marinha.

Na base aérea de Magong, Tsai foi recebida por pilotos em frente a um caça da Força de Defesa Indígena, de fabrico taiwanês.

"Vocês são o orgulho do povo taiwanês", disse Tsai. "Quando o taiwanês vos vê de uniforme militar nacional, o coração dele enche-se de respeito e gratidão", afirmou.

A China acusa as "forças separatistas" de Taiwan de criar instabilidade ao rejeitar a reivindicação de soberania de Pequim sobre a ilha.

"A tentativa das forças de independência de Taiwan de solicitar apoio estrangeiro, incluindo o dos Estados Unidos, para alcançar a independência, é a fonte das atuais tensões em todo o Estreito de Taiwan", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Zhao Lijian, em conferência de imprensa.

Zhao também criticou a visita do ministro dos Negócios Estrangeiros da Guatemala, Mario Bucaro, a Taiwan.

"As autoridades taiwanesas têm usado os países com quem dizem ter laços diplomáticos para fazerem manipulação política. Estes não passam de truques de ilusão, que não podem bloquear a tendência histórica de reunificação da China", acrescentou.

Bucaro reuniu hoje com Tsai e reafirmou o apoio do seu país a Taiwan. A Guatemala é um dos 14 aliados diplomáticos de Taiwan.

"A Guatemala sempre vai apoiar Taiwan porque temos uma crença muito firme nos princípios da paz, soberania e integridade territorial", disse. "Viver em paz não é negociável", apontou.

Décio Ferreira

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