MADEIRA Meteorologia

Madeira registou 95 incêndios entre 1 de junho e 8 de julho

Data de publicação
10 Julho 2024
15:13

As equipas do Plano Operacional de Combate a Incêndios Rurais (POCIR) da Madeira, em vigor desde 01 de junho, detetaram 95 incêndios, dos quais 77 dizem respeito a queimadas não autorizadas, indicou hoje o Serviço Regional de Proteção Civil.

De acordo com o chefe divisão de operações do Serviço Regional de Proteção Civil, Válter Ferreira, entre 01 de junho e 08 de julho, estiveram no terreno 668 equipas, num total de 2.116 operacionais, que percorreram 39.502 quilómetros.

Das 95 ocorrências detetadas, a maioria foi relacionada com queimadas não autorizadas (77), seguindo-se os incêndios em mato (13) e incêndios florestais (3). Foram também mobilizados meios para um incêndio agrícola e uma queimada autorizada.

O helicóptero de combate a incêndios e resgate em montanha efetuou duas missões e 13 descargas, num total de duas horas e cinquenta minutos de voo, de acordo com os dados hoje apresentados no Serviço Regional de Proteção Civil, no Funchal.

Presente na sessão de balanço do primeiro mês de operação do POCIR, o presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, alertou para a situação das queimadas não autorizadas, considerando um comportamento irresponsável.

“As pessoas podem pedir às autoridades competentes, têm os corpos de bombeiros, e os bombeiros acompanham as queimadas quando for necessário”, disse, reforçando: “Não há nenhuma justificação, ao fim destes anos todos, para as pessoas continuarem a fazer queimadas não autorizadas”.

O governante realçou ainda que, para prevenir situações de fogo posto, a Proteção Civil dispõe de drones, tanto no período diurno como noturno, que conseguem identificar “estes atos criminosos”.

Miguel Albuquerque apelou, também, para que os proprietários façam limpezas em redor das suas habitações.

O POCIR 2024 prolonga-se até 30 de novembro e representa um investimento de 950 mil euros por parte do Governo Regional, aos quais acrescem os custos com o meio aéreo, de 2,7 milhões de euros por ano.

De acordo com informações divulgadas pela Proteção Civil no final de maio, entre 01 de junho e 30 de novembro, 21 equipas de bombeiros, num total de 250 operacionais, estão a vigiar e patrulhar as áreas rurais e florestais da Madeira 24 horas por dia.

As equipas de vigilância permanente foram criadas no âmbito do POCIR 2024, que no global mobiliza as 10 corporações de bombeiros da região autónoma, bem como elementos do Exército, da Guarda Nacional Republicana, da Polícia Florestal e dos Vigilantes da Natureza.

O helicóptero de combate a incêndios e resgate em montanha, o único meio aéreo disponível na região, também está afeto ao POCIR, e ainda nove equipas de logística e apoio.

As equipas de vigilância e patrulhamento permanente, designadas Equipas de Combate a Incêndios Rurais (ECIR), são responsáveis por atuar em toda a ilha da Madeira, acima dos 800 metros, e também no Porto Santo, e ficam responsáveis pela primeira intervenção em eventuais focos de incêndio.

O Plano Operacional de Combate a Incêndios Rurais foi criado pelo Governo Regional da Madeira em 2015 com o propósito de “assegurar a mobilização, prontidão, empenhamento e gestão do teatro de operações para que todos os meios disponíveis possam responder de forma eficiente a diferentes situações”.

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