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Artigo de Opinião

19/04/2022 08:00

Ao fazê-lo deliberadamente (foram os deputados do PS que retiraram do agendamento esse diploma, provocando o seu adiamento) sabiam que estavam a promover um bloqueio com efeitos práticos e palpáveis: sem essa aprovação, a partir de 1 de janeiro de 2022 não poderiam ser inscritas novas empresas e isso prejudica gravemente a Zona Franca.

Não era um detalhe. Não era uma questão de ajustar um pormenor. Era sim o permitir ou o impedir que o CINM continue a sua atividade normal.

Depois de muitas trocas de argumentos e insistências, lá se percebeu que a esquerda socialista, com medo do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista não queria fazer nada.

Empurraram para o Orçamento de Estado. Que aí é que seria.

Depois o Orçamento foi chumbado e tivemos eleições em janeiro deste ano.

O governo do PS passou a ser maioritário e apresentou novamente o Orçamento de Estado para 2022 na semana que passou.

Cinco meses depois, ao contrário da promessa feita (uma estratégia para entreter como se percebe), fica à vista de todos que com ou sem Bloco de Esquerda ou PCP, os socialistas nada querem com o CINM.

Não o querem a funcionar! Não lhe prestam a mínima atenção. Não o querem apoiar, antes pelo contrário!

A verdadeira vontade do primeiro-ministro e dos seus pares de executivo, para a solução deste problema, está patente na proposta de OE para 2022.

Zero! Nada proposto! Ignoraram totalmente!

Para a Madeira, infelizmente, parece que continua o espírito do remendo, do desenrasque de última da hora - da solução a contragosto!

Dizem que será nas alterações na especialidade. Será? Com convicção e boa vontade, isso já percebemos que não será!

2. Fatos à medida

Dizem que o ex-ministro das finanças de Portugal, João Leão, acabadinho de sair do Ministério para dois dias depois voltar ao seu lugar de professor no ISCTE, preparou o Orçamento de Estado para 2022 com uma verba certinha para o seu novo trabalho.

Dizem que já em outubro de 2021 estava inscrita uma verba de cinco milhões de euros, não proveniente do Ministério da área - o Ministério da Ciência - mas sim do seu próprio (o das Finanças) para financiar a parte restante, do novo centro de valorização de transferência de tecnologia que aquela Faculdade pretende construir.

Por coincidência, o ex-ministro Leão voltou dois dias depois de sair, para o ISCTE, mas para vice-Reitor, precisamente com a responsabilidade dessa construção.

É um mundo repleto de coincidências este.

Mais coincidências ainda, quando os próprios Reitores e Presidentes de Politécnicos terão considerado estranho, na sua avaliação do orçamento em outubro, a existência desta verba para financiar o projeto do ISCTE, vinda diretamente do Ministério das Finanças.

É a transparência total do socialismo que nos governa.

Recordemos apenas que quem lidera o ISCTE é só uma ex-ministra socialista.

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