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Trabalhadores da Embaixada de Portugal em Londres entregam manifesto ao PR português

JM-Madeira

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Data de publicação
15 Junho 2023
17:48

Os funcionários da Embaixada de Portugal em Londres fizeram hoje chegar ao Presidente da República portuguesa, que se encontra na cidade, um manifesto a alertarem para "os salários de miséria" que auferem num país com a inflação em crescimento.

Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores Consulares, das Missões Diplomáticas e dos Serviços Centrais do Ministério dos Negócios Estrangeiros (STCDE) indicou que o documento foi entregue a Marcelo Rebelo de Sousa aquando da visita deste à Embaixada de Portugal em Londres.

O chefe de Estado está de visita a Londres para a celebração do 650.º aniversário da Aliança Luso-Britânica.

No manifesto, os trabalhadores queixam-se dos salários que recebem "sem resolução por parte do Governo, embora a negociação para a revisão das tabelas salariais esteja a decorrer há mais de seis meses".

"Estivemos, desde 2009, 11 anos sem aumentos, tendo só tido uma atualização de 0,3% em 2020 e 0,9% em 2022, para fazermos face a uma inflação acumulada de 40%", lê-se no manifesto.

E prossegue: "Portugal paga mensalmente o que outros pagam semanalmente".

O sindicato afirma que "a maioria dos trabalhadores enfrenta dificuldades financeiras, tendo que fazer inúmeros sacrifícios, vivendo em quartos alugados, dado ser impossível ter uma habitação neste país com os vencimentos praticados pelo Governo português para o Reino Unido, com limitações muito significativas na gestão das suas despesas mensais, o que é atentatório da dignidade de um trabalhador em funções públicas, ao serviço do Estado português".

Queixam-se ainda de, "contrariamente aos demais trabalhadores em funções públicas em Portugal, não receberem a atualização implementada desde janeiro, sendo vítimas de uma insuportável discriminação".

Os trabalhadores apelam a Marcelo Rebelo de Sousa para que interceda junto do Governo e do primeiro-ministro português, António Costa, para que "o processo negocial não seja arrastado" e possam ter direito a uma "remuneração digna".

LUSA

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