O deputado Francisco Gomes, CH, acusou Luís Montenegro e Miguel Albuquerque de serem “duas faces da mesma moeda”. Segundo o deputado madeirense à Assembleia da República, Montenegro, líder do governo da República, está a replicar no governo central práticas de “opacidade e conluio”, típicas do governo regional da Madeira, conforme consideração sua.
As acusações surgem após a divulgação de notícias sobre a empresa ‘Spinumviva’, fundada pela esposa e filhos do primeiro-ministro, na qual Montenegro teria envolvimento.
Francisco Gomes critica ainda a nomeação de Silvério Regalado para o cargo de secretário de Estado, alegando negócios com a empresa do primeiro-ministro, sugerindo, assim, que a nomeação seria um “pagamento de favores”.
“Não é aceitável que um primeiro-ministro seja beneficiário de uma empresa gerida pela família e que pode lucrar com leis aprovadas pelo próprio primeiro-ministro. Estamos perante um conflito de interesses, que traduz para o governo da República o tipo de jogos de bastidores que são marca do governo da Madeira”, corroborou, Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República.
“As pastas do governo não podem ser usadas para pagamento de favores, nem a gestão da Causa Pública pode ser entregue a pessoas cuja maior marca curricular é terem dado de ganhar ao primeiro-ministro. Os madeirenses conhecem esse tipo de filmes, que merecem o nosso repúdio”, reafirmou a propósito da nomeação de Silvério Regalado.