“Um voto no CDS é um voto na responsabilidade, confiança e segurança” disse, esta tarde, José Manuel Rodrigues, que, num cenário de não haver um governo de maioria absoluta, assume estar disposto a falar com todos os partidos em nome da governabilidade e estabilidade da Madeira, embora vinque que a extrema-direita e extrema-esquerda são linhas vermelhas.
“O CDS fará, no dia a seguir às eleições, aquilo que o povo decidir no dia anterior. Estamos dispostos a falar com todos os partidos políticos, porque a Madeira não pode continuar com esta ingovernabilidade de ter eleições a cada 6 meses, de andar de campanha em campanha eleitoral e dos partidos andarem a brincar aos partidos. Felizmente, esse não foi o caso do CDS”, apontou o número 1 da lista, que falava no âmbito da entrega da lista do CDS para as eleições regionais de 23 de março, no Palácio da Justiça, no Funchal.
O líder do CDS-M reconhece que o povo madeirense “está farto de eleições”, entendendo que isto se deve “à incapacidade revelada pelo PSD para resolver os seus problemas judiciais e internos e à irresponsabilidade também dos partidos de oposição que rejeitaram o orçamento e plano e derrubaram o Governo Regional”.
O presidente dos centristas da Madeira realça, aliás, que, nesta crise política, foi o CDS o partido que “teve sentido de responsabilidade” e que “pôs os interesses da Madeira acima dos seus interesses particulares”, entendendo que isto é a sua “mais-valia” para estas eleições. “Um voto no CDS é um voto na responsabilidade, confiança e segurança”, frisou.
Aos jornalistas, o líder do CDS-M apontou ainda os quatro grandes objetivos do partido para estas eleições: “devolver o orgulho em ser madeirense aos próprios madeirenses”; reduzir os impostos, valorizar os salários e ter maior justiça social na distribuição da riqueza; resolver os problemas na habitação; e dar proteção aos mais velhos e conceder oportunidades aos mais novos.
“Claro que isto significa despesa e é, por isso, que o CDS apresenta também um plano de redução da despesa pública regional com emagrecimento da máquina governamental, com extinção de institutos e organismos públicos que não servem para nada, com a venda de património que está devoluto e também com a venda de património que hoje é das Sociedades de Desenvolvimento e das empresas públicas e que em vez de gerar receita para o orçamento Regional, apenas gera despesa”.