Bispo do Funchal questiona se a sociedade "pode viver sem Deus"

Redação/Ecclesia

O bispo do Funchal presidiu, no passado dia 22 de junho, à eucaristia na Sé, em louvor de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da Guarda Nacional Republicana (GNR), cujo Comando Territorial da Madeira, está a assinalar o seu 11º aniversário.

De acordo com a agência Ecclesia, citando o Jornal da Madeira, D. Nuno Brás refletiu, na sua homilia, sobre se a sociedade pode “viver sem Deus” e constatou que “muitos dos nossos concidadãos vivem sem qualquer referência a Deus” e achando que “se Ele existe, o problema é Dele”.

Quando as pessoas vivem com Deus e quando creem, podem, “como dizia um cardeal italiano, não entender tudo, mas ao menos temos alguém com quem ralhar”, enquanto que “os pobres dos ateus não têm sequer alguém com quem zangar-se”, refere.

Sem Deus, explicou D. Nuno Brás, “o mundo e a vida ficam reduzidos a um viver pelo viver” e a um “é assim porque é assim, e não há nada a fazer.

Os pobres ficarão mais pobres sempre, os ricos mais ricos, os mais poderosos, mais poderosos e os que não têm poder com menos poder”, sublinhou.

No fundo “é o próprio sentido do mundo e da nossa vida que está em causa”..

“Verdadeiramente, vivendo com Deus a nossa vida ganha sentido. As perguntas que fazemos ganham resposta e verdadeiramente podemos erguer a cabeça, mesmo os pobres mais pobres, porque Deus não deixará de lhes dar a recompensa”, disse.

Na celebração, em que de forma particular se rezou pelos militares da GNR e respetivas famílias, o bispo diocesano terminou desejando que, por intercessão de Nossa Senhora do Carmo, se possa “ter esta graça de viver na presença de Deus, de verdadeiramente podermos perceber que Ele está ao nosso lado e nos acompanha, sem resolver todos os problemas ou os que havemos de ser nós a resolver, mas ajudando-nos a resolvê-los a vivê-los, e a dar-lhe graças”.

Antes da bênção final D. Nuno Brás voltou a agradecer e a saudar a presença dos militares da GNR na celebração, mas sobretudo a sua “presença de proximidade, presença de quem está ao serviço das populações, de quem defende a lei, mas também o povo”.