Bispo vive “lua-de-mel”, mas admite “lua-de-fel”

D. Nuno Brás emitiu hoje uma mensagem de Natal onde agradece os primeiros meses que teve como bispo do Funchal.

“As minhas primeiras palavras não podem deixar de ser de agradecimento. Agradecimento pelas saudações que acabaram de me ser dirigidas e que expressam o voto de Boas Festas por parte de toda a Igreja diocesana”. Começa assim a mensagem do bispo.

D. Nuno Brás recorda que está na Madeira faz quase um ano. “Têm sido meses de trabalho intenso; têm sido meses de percepção de como o Espírito Santo actua no meio de nós; têm sido meses de enamoramento por esta nossa diocese”, acrescenta.

Admite que nem sempre serão tempos bons. “Dirão que se trata apenas da “lua-de-mel” e que não tardarão os momentos de “lua-de-fel”. Será. Mas enquanto estes não vêm, deixai que aproveite a felicidade da “lua-de-mel” para a viver intensamente. E para, reconhecido, agradecer ao Pai que me enviou para o meio de vós, como vosso bispo. Mas também para agradecer ao todo da Igreja diocesana — e de um modo muito concreto a todos os que aqui se encontram: rostos visíveis e concretos em que a Igreja funchalense mais aparece e sem os quais, de um ou outro modo, os trabalhos destes meses teriam sido impossíveis. Do fundo do coração, a todos vós um obrigado sincero pela colaboração, entusiasmo, incentivo que me tendes oferecido.”

Depois de um espaço mais pessoal, o bispo convida os fiéis a viver o cristianismo com mais atenção e envolvimento. “A fé cristã é também assim: acontecimento. Quando deixar de o ser; quando passar a ser fruto da imaginação humana; quando se reduzir a uma teoria acerca do homem e do mundo, terá deixado de ser cristã.”

Num texto que ocupa seis páginas, D. Nuno Brás também reconhece as fragilidades da Igreja e evoca as palavras do Papa Francisco sobre a importância do baptismo “que nos faz cristãos”, escreve, “Ao convocar a nossa Igreja diocesana para um ano dedicado ao aprofundamento da vida baptismal que em cada um de nós corre e que nos une a todos no único corpo de Cristo, quis apenas que tomássemos consciência da maravilha que é ser cristão; de como essa vida nova nos torna irmãos uns dos outros; de como essa vida não pode ser guardada, escondida, mas há-de antes ser anunciada sobre os telhados, bem alto, para que seja acessível a todos, como proposta de vida nova”, conclui o bispo do Funchal antes de renovar os votos de feliz Natal a toda a comunidade.