D. António Carrilho de “coração aberto” e disponível após a substituição

Guadalupe Pereira

A diocese do Funchal começou hoje a Semana de Atualização para o Clero, que se prolonga até sexta-feira, subordinada ao tema “Uma Igreja Missionária: Acompanhar, discernir e integrar”.

Esta semana de reflexão e debate conta com a participação de conferencistas convidados da diocese do Porto e do Patriarcado de Lisboa. A abertura da semana contou com a presença de D. António Carrilho, agora Administrador Diocesano desde o dia 12 de janeiro.

“Na Igreja há tanta coisa para fazer, o Bispo é sempre Bispo, portanto o Bispo tem sempre um coração aberto e a disponibilidade para fazer aquilo qua a igreja precisar dele”, referiu D. António Carrilho ao JM, quando questionado sobre o que vai fazer depois do dia 17 de fevereiro, altura em que D. Nuno Brás o substituirá, assumindo o bispado da diocese do Funchal.

A este propósito, D. António Carrilho disse tratar-se de uma “sucessão normal”, quando se atinge a data limite, 75 anos. “Tenho dois anos para além disso”, lembrou, agradecendo depois a confiança que o Santo Padre “depositou” na continuação do serviço pastoral na diocese do Funchal.

“Eu graças a Deus sinto-me com a alegria da fé, a alegria do serviço prestado e o desejo de sempre em tudo aquilo que possa ser útil, então estar ao serviço da Igreja e dos nossos irmãos”, finalizou.

Sobre a habitual Semana de Atualização do Clero, que acontece sempre no mês de janeiro, este encontro serve essencialmente para o Clero madeirense “refletir sobre questões da atualidade e que tenham implicações na nossa vida pastoral, na ação seja no âmbito diocesano, seja no âmbito mais restrito das comunidades cristãs e dos movimentos”.

E acrescentou: “Nós procuramos situar-nos sempre naquilo que é a necessidade local, situarmos em comunhão com a Igreja do nosso Pais e com a Igreja universal” acrescentou que “não são reflexões abstratas”, mas que conduzam a uma “atuação e revisão das nossas atividades e daquilo que possamos fazer melhor”.

D. António Carrilho deixou ainda uma palavra aos jovens que vão estar na Jornada Mundial da Juventude no Panamá, entre os quais um grupo de madeirenses, entendendo que o ultimo Sínodo dedicado aos jovens é uma demonstração que a Igreja está preocupada com eles.