Padre Simões: "Se houver mais casos, bispo deve denunciar"

Miguel Silva

Padre na Sé considera que D. António Carrilho teve "uma atitude muito positiva" ao afastar o padre Anastácio Alves por suspeitas de abuso sexual de menor.

Em declarações ao JM, o sacerdote que exerce na Sé acaba de revelar que a atitude do bispo da Diocese do Funchal foi a mais correta e está em linha com a prática que tem defendido o atual papa Francisco.

"É preferível ter menos padres do que ter padres com estes casos", acrescenta o sacerdote.

Gonçalves Simões admite que "antigamente" casos destes eram encobertos. Os padres acusados de comportamentos desviantes era enviados para as comunidades e afastados das suas paróquias, mas isso não chega. É preciso ser coerente, defente o sacerdote. E "se houver mais casos, o bispo deve denunciar", afirma.

O DN-Madeira noticia hoje que o bispo do Funchal acaba de afastar o sacerdote Anastácio Alves, que durante anos foi pároco na Nazaré, por suspeita de abuso sexual de um menor na Madeira. Nos últimos anos, o padre Anastácio exercia em França depois de ter deixado o Funchal em 2007.